quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

1º Museu Vivo de março, neste domingo, terá tapioca, brinquedos de lata e música sertaneja

Os mineiros Geraldina Santos (51) e Erli Gomes da Silva (67)

No primeiro Museu Vivo de março e o quarto do ano, novos representantes da cultura popular estarão reunidos para compartilhar seus saberes e fazeres no artesanato, na culinária e na música. O encontro é aberto ao público e acontece neste domingo (3), das 14h às 17h, na área externa do Museu do Folclore de São José dos Campos.

Para o artesanato, a vivência será com o senhor Pedro Galvão de Moura, 81 anos (à esquerda), natural de São Luiz do Paraitinga, que já participou de outras edições do Museu Vivo. Sua história como artesão começou quando se aposentou e passou a fazer brinquedos com latas de alumínio. Hoje, ele faz vários objetos com o material.

A culinária será conduzida pela baiana Joana Cavalcante Rocha, 57 anos (à esquerda), que fará uma receita de tapioca. Ela conta que aprendeu a cozinhar quando era pequena, observando sua mãe e outras pessoas mais velhas. Joana também ajudava seu pai na roça de macaxeira, desde o plantio até a produção da farinha e da tapioca.

Na música sertaneja, o casal mineiro Erli Gomes da Silva, 67 anos, e Geraldina Santos, 51 anos, está de volta ao Museu Vivo. Erli gosta de música desde criança e quando jovem aprendeu a tocar violão sozinho. Já Geraldina começou a cantar quando criança, aprendendo com sua mãe e diz se lembrar muito de cantar na roça.

Programa e gestão

O Museu Vivo valoriza e dá visibilidade aos saberes e fazeres de diferentes representantes da cultura popular local e regional, oferecendo ao público uma vivência importante e genuína. A atividade ocorre durante todo o ano aos domingos à tarde.

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona desde 1997 no Parque da Cidade. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354

www.museudofolclore.org

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Mais de 5.000 pessoas visitam o Museu do Folclore durante todo o mês de janeiro

Bandeiras das Folias de Reis colocadas para serem benzidas

Além das visitas às exposições e à biblioteca, o mês de janeiro no Museu do Folclore de São José dos Campos foi marcado pelo encerramento do ciclo de Natal (fechamento do presépio e 26ª Chegada das Bandeiras) e a realização de mais um Férias no Museu. Juntas, estas atividades levaram ao museu 5.012 pessoas.

Entre elas, integrantes do Urbans Sketchers de São José (desenhistas urbanos), grupo criado em 2020 pela argentina Margarita Gallo, artista autodidata que mora em São José desde 2019. Durante algumas horas, eles retrataram movimentos, cores e vestimentas das Folias de Reis participantes da Chegada das Bandeiras.

O grupo já tem 9 desenhistas (de técnicas livres) e integra a comunidade internacional Urban Sketchers, que conta com quase 500 grupos no mundo todo. O grupo não tem fins lucrativos e está aberto a novos integrantes que tenham o mesmo objetivo.

Férias no Museu

Em relação às exposições, foram 1.709 visitantes (entre visitas espontâneas e agendadas), sendo 1.054 de São José, 621 de outros estados e municípios e 22 do exterior (Angola, Alemanha, Cabo Verde, Colômbia, Chile, Espanha, Irlanda, Japão e Portugal).

Especificamente ao programa Férias no Museu, foi registrada uma participação de 1.163 pessoas (entre pais e filhos) nas quatro semanas de atividades, algumas realizadas na brinquedoteca, que voltou ao seu horário normal de funcionamento, de terça a sexta (das 9h às 12h e das 14h às 16h30). 

Agendamento

As visitas agendadas (de grupos escolares e outros) serão retomadas em março. O agendamento continuará sendo feito pelo site do museu, mas por um novo processo que vem sendo finalizado.

Os dias e horários para visitas às exposições, biblioteca e brinquedoteca continuam sendo de terça a sexta, das 9h às 17h.

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354

www.museudofolclore.org

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Último Museu Vivo de fevereiro, no domingo, reúne novos representantes da cultura popular

Manoel Olímpio (à esquerda) vai 
animar o Museu Vivo com seu acordeon

Para a piauiense do município de Campo Maior, Ivonete da Cunha, 56 anos, o bolo de pão de queijo, conhecido no Nordeste como ‘bolo de goma’, lhe traz lembranças do tempo que viveu na roça. “Quando eu sentava para tomar um café coado, não podia faltar um bolo de goma”, lembra ela.

Ivonete participará do Museu Vivo pela primeira vez, neste domingo (25), compartilhando seus saberes sobre esta iguaria. Ela conta que veio para São José aos 18 anos, em busca por uma melhor condição de vida. Aqui, ela teve dois filhos e há 38 anos mora no bairro Altos de Santana.

Realizado pelo Museu do Folclore aos domingos à tarde, das 14h às 17h, o programa Museu Vivo ainda contará com a presença do artesão Alex José Pinheiro, joseense de 59 anos (à esquerda). Ele é filho da também artesã Terezinha Mariano Pinheiro e sempre teve contato com o artesanato.

Aos 14 anos começou a trabalhar com desenho e, desde então, experimentou diversas técnicas com bambu, macramê e couro. Nos últimos tempos tem se dedicado mais a fazer entalhes na madeira, técnica que Alex compartilhará com o público na vivência de domingo.

O terceiro convidado para o encontro é o mineiro Manoel Olímpio Ribeiro, 67 anos, de Andrelândia. “A música está no sangue. Meu avô já tocava bandolim, meu pai violão e meu tio sanfona”, conta ele. Ele toca acordeon de 120 baixos, viola e violão.

Manuelito, como é conhecido hoje, começou a tocar sanfona aos 9 anos de idade. O incentivo veio do tio, quando ele foi passar uma temporada na casa dele. O violão ele aprendeu sozinho, observando o pai tocar. Mais tarde, passou a acompanha-lo nos bailes juninos.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade (Santana)

(12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354

www.museudofolclore.org