quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Museu Vivo deste domingo (20) terá dupla de violeiros, pé-de-moleque e fuxico mineiro

A dupla de violeiros Os Conquistadores,
formada por Zé Simão (à direita) e Carlos Lopes
Ao longo de 40 anos vivendo da música, o violeiro Tomas Marcelino Lopes, o Zé Simão, gravou seis LPs de vinil e sete CDs, vendendo um total de 170 mil discos. Apesar da carreira profissional e do sucesso conquistado com a dupla Zé Simão e Simãozinho, seu conhecimento musical não foi obtido em nenhuma escola especializada.

Nascido em São José dos Campos, no bairro Água Soca, Zé Simão aprendeu a tocar violão acompanhando as Folias de Reis que passavam na Fazenda Serrote, onde seu pai morava com a família, lidando com o gado e cuidando da plantação. Depois disso, nunca deixou de tocar, nem mesmo quando trabalhou um tempo como caminhoneiro.

Hoje, aos 68 anos, seu companheiro de viola é o primo Carlos Lopes, com quem forma a dupla Os Conquistadores. No domingo (20) eles estarão no Museu do Folclore de São José dos Campos participando de mais uma edição do programa Museu Vivo, a segunda do ano.

Receitas da vovó

Reinalda vai faze pé-de-moleque
Reinalda Conceição da Rosa Barros tinha 15 anos de idade quando aprendeu a fazer pé-de-moleque com rapadura, com sua vó Aninha e sua mãe Urvalina. A receita é da sua vó, que passou para a filha e depois para a neta, numa demonstração clara de que o saber é passado de geração em geração, fortalecendo a cultura popular.

Aos 68 anos, Reinalda se recorda que foi em São Bento do Sapucaí, cidade onde nasceu, que também aprendeu a costurar. “Para me ensinar, minha mãe me pediu para desmanchar e montar uma calça. Fiquei dois dias mexendo com a roupa”, ressalta. Aos 21 anos veio para São José e durante muito tempo, mesmo depois de casada, trabalhou como costureira autônoma.

Fuxico mineiro

“Minha mãe é que começou a fazer, lá em Minas. Ela começou a fazer e não sei porque ela parou. Aí minhas irmãs, Catarina e Josefina, fizeram um pouquinho. Depois eu terminei. A maioria desses retalhos aqui são de roupas que a minha mãe fazia para a gente. Ela costurava para fora e fazia roupa para a gente. Eu lembro que este xadrezinho era uma blusa minha, essa era uma saia”.

Cândida mostra colcha de fuxico
O relato é da mineira Cândida Morais Bernardes, nascida em Carmo da Mata, sul de Minas Gerais, e diz respeito a uma colcha de fuxico mineiro feita pela sua mãe, suas irmãs e por ela, resultado de uma sabedoria popular que está pulsante até hoje em sua memória. Um saber que ela continua dividindo com as pessoas, como vai fazer no domingo, durante o Museu Vivo.

Cândida é uma das representantes da cultura popular regional, entrevistada no 23º volume da Coleção Cadernos de Folclore, publicado em 2013 pelo Museu do Folclore e Fundação Cultural Cassiano Ricardo. A edição pode ser lida pela internet e está à disposição para leitura na biblioteca do museu. 

Todos os domingos

A atividade do Museu Vivo é aberta ao público e acontece em todos os domingos do mês, no lado externo do museu, das 14h às 17h, contando com representantes da cultura popular regional nas áreas de artesanato, culinária e música. O programa é realizado pelo Museu do Folclore, que é ligado à Fundação Cultural e tem sua gestão realizada pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Museu do Folclore encerra Ciclo de Natal dia 27 com a presença de 13 Folias de Reis da região

Momento da celebração religiosa, quando acontece a benção das bandeiras
Foto:
Paulo Amaral/FCCR
O presépio do Museu do Folclore de São José dos Campos receberá, no dia 27 de janeiro, das 9h às 17h, a visita de 13 Folias de Reis da região. Os grupos integram a 22ª Chegada das Bandeiras e a manifestação marcará o encerramento do Ciclo de Natal e o fechamento do presépio do museu. A atividade é aberta ao público.

A programação também prevê a realização de uma celebração religiosa, às 11h, que será conduzida pelo diácono Oscar Ivo, da Paróquia de Santana (região norte). Na ocasião haverá uma benção das bandeiras das Folias de Reis.

O presépio do museu foi aberto no dia 2 de dezembro e permanecerá aberto para visitação até o dia 27, de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. Desta vez, o presépio foi montado pela senhora Maria Aparecida Ferreira, moradora do Campos de São José (região leste), com auxílio da sua filha Simone.

Folias Participantes

São José: Cia de Reis Esplendor do Oriente (Jd. Satélite), Cia Irmandade Santos Reis (Novo Horizonte), Folia de Reis São Vicente de Paula (Vila São Geraldo), Folia de Reis Estrela de Belém (Jd. Telespark), Folia de Reis de Santana (Santana), Folia de Reis do Mestre Zé Mira (Putim), Folia de Reis Bom Jesus do Buquirinha (Buquirinha) e Cia. dos Três Reis Estrela do Oriente (Vila Terezinha).

Jacareí: Folia de Reis Filhos do Oriente, Folia de Reis Estrela do Oriente e Folia de Reis Nossa Senhora de Guadalupe. Paraibuna: Folia de Reis Alferes Bento. Caçapava: Folia de Santos Reis.

O Museu do Folclore é ligado à Fundação Cultural Cassiano Ricardo e funciona sob gestão do Centro de Estudos da Cultura Popular, organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

Museu do Folclore de São José dos Campos
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318 - www.museudofolclore.org 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Museu do Folclore retoma neste domingo (13) as atividades do programa Museu Vivo

Tiãozinho é um dos fazedores que participará do Museu Vivo deste domingo
Foto: Fábio Bueno
O Museu do Folclore de São José dos Campos retoma, neste domingo (13), as atividades do programa Museu Vivo, que permite a representantes da cultura popular regional mostrarem seus saberes e fazeres nas áreas de artesanato, culinária e música. Esta é a primeira edição do ano do programa, que acontece sempre aos domingos à tarde, entre 14h e 17h, na área externa do museu. O encontro é aberto ao público.  

Um dos participantes, na área da música, é Sebastião Manoel de Oliveira (o Tiãozinho), 65 anos, que mora no Bosque dos Eucaliptos. Nascido em São José do Barreiro, no Vale do Paraíba, Sebastião veio para São José dos Campos em 1973, para trabalhar na antiga Tecelagem Parahyba. O gosto pela música sertaneja surgiu na cidade natal, na roça, onde aprendeu a cantar, estimulado pelo pai e pelo irmão. Ele chegou a formar o Trio Brasil Sertanejo e gravar um CD.

Na área do artesanato, quem vai mostrar o seu saber na produção de peças em bisqui é Rosilene Ribeiro Vitorino, 56 anos, moradora do Campos de São José. Ela é mineira de Passa Quatro e veio morar em São José dos Campos há 16 anos, quando ficou viúva, e passou a vender o seu trabalho para ter uma pequena renda. O bisqui é o resultado de uma mistura de diferentes produtos, que permite a modelagem de várias peças artesanais.

A paulista de 63 anos Lúcia Serafim Ângelo, de Paulo de Faria (próximo a São José do Rio Preto), também mora no Campos de São José, e vai fazer arroz doce no domingo. Ela conta que aprendeu a fazer a iguaria com a sua mãe. “Nós morávamos no sítio e lembro que minha mãe fazia o arroz doce como sobremesa, em dias que havia mutirão para consertar alguma coisa. Já era costume”, destaca.

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e sua gestão é feita pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318 / www.museudofolclore.org