sábado, 25 de junho de 2022

Projeto Balaio Galeria quer receber sugestões da comunidade de novos artistas e artesãos

Eunice Coppi trabalho em seu ateliê montado em sua casa

O Museu do Folclore de São José dos Campos quer agregar novos integrantes ao projeto Balaio Galeria no mês de julho e espera contar com a colaboração da comunidade para isso. Hoje, o projeto reúne 14 artistas e artesãs que desenvolvem cinco tipos de artes e artesanatos (figuras de barro, bordado, crochê, empapelamento e fuxico).

Os perfis desses integrantes e detalhes dos trabalhos produzidos estão concentrados em um site próprio, que também oferece o contato telefônico e as redes sociais de cada artista e artesã, a fim de viabilizar o interesse de compra de algum produto ou de alguém querendo conhecer mais de perto as obras.

 

“O Balaio Galeria está em constante construção e novos integrantes serão incluídos nos próximos meses. Queremos contar com a colaboração da população, que poderá fazer sugestões por meio do site do projeto, no item contatos”, explica a pesquisadora Renata Sparapan, que coordena o trabalho. 

 

O projeto foi criado para dar visibilidade às sabedorias que se manifestam em expressões artísticas e nos fazeres artesanais de grupos e pessoas. Sua proposta é valorizar e fomentar a arte e artesanato sob a ótica da cultura popular, por meio de conteúdos e ações que visam promover a salvaguarda e autonomia de quem faz arte.

 

Participantes

 

Figureiras: Maria José de Oliveira, Tina Lemos e Núcleo Familiar Lili Figureira Também faz parte deste grupo a Casa do Figureiro (Taubaté).

Bordado: Therezinha Mariano

Empapelamento: Eunice Coppi.

Crochê: Ana Canuto, Cidinha Cursino, Edlayne Carvalho, Gislane Mendes, Keila Martins, Lídia Pires e Marly Ribeiro Santos Silveira.

Fuxico: Ana Aparecida e Cidinha Cursino.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 / www.museudofolclore.org / www.balaiogaleria.com 

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Museu Vivo deste domingo (26) tem poesia, arroz doce e viola caipira durante toda a tarde

Ana Rosa faz doce de laranja em outra edição do Museu Vivo
Foto: Chico Abelha

A poesia é essencial para a cultura popular brasileira e está presente nas letras dos cantos de diferentes manifestações, entoados por grupos de Folias de Reis, Moçambique, Congadas e Jongo, por exemplo; e nas músicas de raiz tocadas por violeiros tradicionais.

Sua importância no cenário global lhe rendeu o Dia Mundial da Poesia, instituído em 21 de março de 1999, durante a 30ª Conferência Geral da Unesco, para homenagear a poesia, promover a diversidade das línguas e intensificar os intercâmbios entre culturas.  

Neste domingo (26), ela será lembrada no Museu do Folclore de São José dos Campos pelo poeta carioca Ismael Alcacibas Jones, em mais uma edição do Museu Vivo, do qual também participarão a cozinheira Ana Rosa dos Santos e o violeiro Silvio de Paula Siqueira.

Varal de poesias

Ismael Alcacibas Jones, 66 anos (foto ao lado), leva a poesia para as feiras-livres de São José dos Campos e no domingo, além de declamar, também fará um varal de poesias das muitas que já compôs. Tem três livros publicados: Busca Incessante (1999), O Poeta, o Varal e a Poesia (2019) e Crônicas do Poeta (2020).

Por 30 anos foi professor na rede particular de ensino no Rio de Janeiro. É graduado em Estudos Sociais pelas Faculdades Integradas Simonsen e pós graduado em Docência Superior pela Universidade Castelo Branco.   

Arroz doce

Na culinária, a receita será de arroz doce, iguaria bastante consumida nesta época de festa junina. Ela será preparada e compartilhada pela mineira Ana Rosa dos Santos, 74 anos (foto ao lado), que sempre acompanhou a mãe na cozinha. Aos poucos ela foi olhando, ‘xeretando’ e aprendendo.

“Na cozinha eu gosto mesmo é de fazer doces, casca de laranja, de mamão, bolo de milho, paçoca e arroz doce. Eu cresci na roça e lá as pessoas são muito criativas. O forno era brasa em cima da tampa da forma, para assar os alimentos. No fundo da caçarola colocava folha de caetê para untar a forma”, descreve Ana Rosa.

E apesar de ter adaptado as suas receitas à cidade grande, não perdeu aquele toque da tradição caipira. Enquanto conta das coisas da cozinha, relembra de suas histórias, se definindo como uma mulher muito aventureira, na roça ou na cidade.

Música caipira

Aos 68 anos, o violeiro Silvio de Paula Siqueira (foto ao lado) vai animar o encontro com boa música caipira. A família foi de circo, o pai queria que ele e os irmãos tocassem. Silvinho, como é conhecido, começou a tocar com seus 8 anos.

O pai queria que eles fossem artistas e dizia que ovo de galinha carijó com pimenta do reino era bom para ajudar na cantoria. Tocava na rádio assim que chegou em São José, depois que o pai vendeu o circo com uns 24 anos. “Toco de acordo com o gosto da pessoa”, diz Silvio. Além de tocar viola, ele também faz canga de boi.

A canga de boi, também chamada de jugo ou parelha, é uma peça feita de madeira para ser encaixada sobre a cabeça dos bois, para que eles possam ser atrelados a uma carroça ou um arado. Um sistema que ainda hoje é utilizado na roça.

Programa

O Museu Vivo é um dos programas realizados pelo Museu do Folclore. A atividade reúne ao domingos à tarde, diferentes representantes da cultura popular regional, nas áreas de artesanato, culinária e música. Os encontros acontecem, pelo menos, duas vezes por mês, na área externa do museu, entre 14h e 17h, e são abertos ao público.

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo instalado no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, criada em 1998 em São José dos Campos.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 e (12) 3924-7354

www.museudofolclore.org

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Prazo de avaliação de projetos inscritos em Chamamento Público é prorrogado para agosto

A folclorista Angela Savastano durante 
lançamento de um dos volumes da coleção

O CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular) prorrogou o período de avaliação dos três projetos inscritos no Chamamento Público que visa a formação de reserva para a publicação dos próximos volumes da Coleção Cadernos de Folclore.

Prorrogação do Período de Avaliação

Prorrogação do Período de Inscrição

Chamamento Público - documento completo

As propostas, agora, serão avaliadas de 15 de junho de 2022 a 14 de agosto de 2022 e os resultados divulgados no dia 15 de agosto de 2022, pelo blog da instituição.

A Coleção Cadernos de Folclore já tem publicados 27 volumes. O primeiro foi lançado em 1987. Os livros estão disponíveis na biblioteca do museu Maria Amália Côrrea Giffoni e também pela internet.