sexta-feira, 27 de março de 2026

Trio Terra Bruta comanda a programação do Museu Vivo de domingo no Museu do Folclore

Trio Terra Bruta é uma das atrações do Museu Vivo

Música sertaneja, técnicas de construção de pau a pique e uma receita especial de tapioca. Estes são os atrativos da edição deste mês do programa Museu Vivo, marcada para o próximo domingo (29), a partir das 14h, no Museu do Folclore Angela Savastano, no Parque da Cidade.

A vivência contará com as presenças do Trio Terra Bruta (na música), formada pelos músicos Dalvito, Zé do Bico e José Carlos Lopes; do bioconstrutor Rafael Vieira (no artesanato) e da baiana Joana Cavalcante (na culinária).

O Museu Vivo é aberto ao público e ocorre na área externa do museu, visando destacar a cultura popular nas áreas do artesanato, da culinária e da música, dando visibilidade aos seus protagonistas, que compartilham com as pessoas seus saberes e fazeres. Confira os perfis abaixo.

Música

O baiano Dalvo Candido da Mata, 71 anos, é conhecido como Dalvito. Veio para São José dos Campos em 1979 e em 1982 conheceu seu parceiro de música, João Batista, 74 anos, o Zé do Bico. Hoje, formam o Trio Terra Bruta com a participação de José Carlos Lopes, 57 anos, no contrabaixo.

Dalvito conta que nasceu no meio de 13 irmãos e começou sua caminhada na música sertaneja depois de um desafio do seu pai. “Ele comprou um acordeon e disse quem aprendesse a tocar primeiro ficaria com o instrumento. E eu ganhei a disputa”, ressalta Dalvito.

Zé do Bico é mineiro de Pouso Alto e conta que tocou e cantou muito naquela região. Veio para São José há 30 anos e na época já fazia dupla com seu irmão. “Toco um pouco o violão e arranho no acordeon e de vez em quando a gente troca”, fazendo referência a Dalvito”.

O joseense José Carlos Lopes, 57 anos, nasceu e cresceu na roça, com seu pai e irmãos, mas só ele se envolveu com música. Começou observando pessoas que admirava e aprendeu a tocar aos poucos, sempre incentivado por Dalvito e Zé do Bico. Primeiro comprou um violão e agora troca contrabaixo.

Pau a pique

No artesanato, o paulistano Rafael Vieira, 41 anos, vai compartilhar todo seu conhecimento sobre a técnica do pau a pique, usada para diferentes finalidades na vida cotidiana. Rafael também é sociólogo, educador ambiental, técnico em edificações, bioconstrutor e permacultor.

Rafael atua em ações regenerativas e mudanças de hábitos. Desde 2022 atua como educador do CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), trabalhando no projeto Ecomuseu Campos de São José.

“Tradicionalmente, os recursos usados para a construção de pau a pique vêm da própria natureza local, como cipó, sapê, madeiras de diversas espécies, terra argilosa, palha de arroz, areia, entre outros”, explica Rafael.

Tapioca

Joana Cavalcante, 59 anos, já participou de outras edições do Museu Vivo e, mais uma vez, dividirá com o público sua receita de tapioca, que apesar de poucos ingredientes, é carregada de muita história e sabedoria popular.

Natural de São Gabriel na Bahia, Joana aprendeu a cozinhar ainda quando pequena, vendo a mãe e outras pessoas da família. Ajudava o pai na roça de macaxeira, desde o plantio até a feitura da farinha e da tapioca (polvilho).

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
  • www.museodofolclore.org

  

quinta-feira, 26 de março de 2026

Mais de 1.100 pessoas visitam o Museu do Folclore Angela Savastano durante fevereiro

Grupo de Estudos sob coordenação 
da professora Pamela Souza de Araújo

Durante o mês de fevereiro, o Museu do Folclore Angela Savastano recebeu um total de 1.120 pessoas, a maioria (941) em visita às exposições (longa duração e temporária) e aos espaços da biblioteca (50) e brinquedoteca (99). As demais atividades contaram com a participação de 179 pessoas.

Com os 3.714 visitantes registrados em janeiro, agora já são 4.834 pessoas que passaram pelo museu nos dois primeiros meses do ano. Números que demonstram o interesse do público por espaços expositivos, informações e atividades que mostram a importância da cultura popular e do folclore regional.

Em relação aos espaços expositivos, o maior número de visitantes foi de São José, com 502 pessoas, mas também chamam atenção as 268 que de outros 15 estados e as 21 do exterior (Estados Unidos 4, Catar 3, Chile 3, Portugal 3, Itália 2, México 2, Suíça 2, Argentina 1 e Espanha 1).

Sobre as atividades realizadas durante o mês de forma gratuita, o Museu Vivo reuniu 115 pessoas, seguido da Roda de Fazeres com 30, Terças com Museologia (virtual) com 23 e o Grupo de Estudos com 11.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que está instalado no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
  • www.museodofolclore.org

quarta-feira, 25 de março de 2026

Museu do Folclore Angela Savastano realiza nova edição do Terças com Museologia dia 31

Bancada de sapateiro faz parte da 
exposição de longa duração do museu

O Museu do Folclore Angela Savastano, gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CEPC), realizará na próxima terça-feira (31) a segunda edição deste ano do programa Terças com Museologia. O tema abordado desta vez será Classificações, terminologia e categorias.

Os encontros ocorrem toda última terça-feira do mês de forma virtual, das 9h30 às 11h, com transmissão pelo Google Meet. Para participar é preciso se inscrever gratuitamente pela plataforma Sympla.

A atividade é dirigida a pesquisadores, professores, educadores e demais interessados pelos assuntos propostos. A mediação é feita por Mariana Boujadi, museóloga do Museu do Folclore.

No canal do Museu do Folclore no YouTube, é possível acessar as gravações das edições passadas.

Tema

No cotidiano dos museus, dar nome a um objeto é também enquadrá-lo dentro de determinadas categorias, o que influencia diretamente a forma como ele será compreendido, pesquisado e exposto.

Segundo a museóloga Mariana Boujadi, “estas classificações não são neutras nem fixas, elas mudam ao longo do tempo e refletem contextos históricos, culturais e institucionais”.

“Pretendemos discutir como os processos de classificação impactam a construção das narrativas museológicas, levantando questões como: quem define os nomes e categorias, o que acontece quando um objeto não se encaixa nas classificações existentes e como estas escolhas podem incluir ou excluir determinadas leituras sobre o acervo”, ressalta Mariana.

O Centro de Estudos da Cultura Popular é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, instalado no Parque da Cidade desde 1997.


  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
  • www.museodofolclore.org