quarta-feira, 14 de abril de 2021

Jongo é a manifestação em destaque nos dois próximos vídeos da série do Museu do Folclore

Grupo Mistura da Raça se apresenta 
durante evento do Parque Alambari

Definida como manifestação cultural afro-brasileira que envolve dança, canto, fundamentos sagrados e muita ancestralidade negra, o Jongo é o destaque dos dois próximos vídeos da série Folclore em Movimento, produzida pelo Museu do Folclore de São José dos Campos. Os vídeos serão exibidos hoje (14) e na próxima quarta-feira (21), às 20h, pelo canal do museu no YouTube.

O mestre Laudeni de Souza
Foto: Paulo Amaral
O vídeo de hoje dá destaque a algumas características do Jongo, identificadas em pesquisa realizada pelo Museu do Folclore em 2001, em Barra do Piraí, cidade da região valeparaibana do Rio de Janeiro, onde nasceu o mestre Laudeni de Souza, jongueiro do grupo Mistura da Raça de São José dos Campos. Laudeni será o protagonista do vídeo que será exibido na semana que vem.

O material que vem sendo exibido foi editado a partir das imagens e informações inéditas de 93 vídeos que fazem parte do acervo audiovisual do Museu do Folclore, com registros feitos durante pesquisas realizadas entre as décadas de 1990 e 2000. Ao todo, o acervo do museu possui 300 vídeos com conteúdos diversos sobre a cultura popular. 

Programação

A série foi lançada em fevereiro e se estenderá até o dia 30 de junho, num total de 22 vídeos de curta duração, sempre às quartas-feiras no mesmo horário. Os vídeos exibidos anteriormente também podem ser conferidos diretamente no canal do museu no YouTube. Confira as próximas datas e temas abordados:

Abril Dia 21: Jongo – Mestre Laudeni. Dia 28: Religiões de Matrizes Africanas.

MaioDia 5: Devotos do Divino. Dia 12: Zé Mulato e Cassiano – Divino. Dia 19: Mesada dos Anjos. Dia 26: Reza de São Sebastião.

Junho Dia 2: Folia de Reis. Dia 9: Folia de Reis – Marungos. Dia 16: Folia de Reis – Musicalidade. Dia 23: Folia de Reis – Presépios. Dia 30: Folia de Reis – Encontro de Bandeiras.

O material bruto (sem edição) pode ser consultado (ou copiado) na Biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni. Neste caso, por conta da pandemia, as solicitações precisam ser agendadas pelo e-mail bibliotecadomuseu@gmail.com  

Projeto

A série Folclore em Movimento foi produzida com recursos de projeto aprovado junto à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual, que também prevê a renovação do acervo bibliográfico, do mobiliário e dos equipamentos da biblioteca do museu e a implantação de um projeto de acessibilidade na exposição de longa duração.  

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona sob gestão do CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, criada em 1999. O local encontra-se fechado desde março do ano passado em razão da pandemia da covid-19.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 - www.museudofolclore.org 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Trabalho voluntário é uma realidade bastante conhecida e praticada no Museu do Folclore

Adriana, durante atividade voluntária na biblioteca do museu

O trabalho voluntário em organizações sociais do terceiro setor é uma realidade em todo o Brasil e algumas de suas características, como desprendimento, boa vontade e compromisso são marcantes nas pessoas que se propõem a executá-lo. No Museu do Folclore de São José dos Campos, gerido pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, a prática é bastante conhecida e realizada com uma certa frequência.

Nos últimos cinco meses, por exemplo, mesmo com a pandemia da covid-19, três novas voluntárias se juntaram à equipe do museu. “O trabalho voluntário é uma ação onde todos os envolvidos se beneficiam. Quem o realiza aprende e ganha experiência. E para nós ele é muito positivo, pois passamos a contar com uma pessoa dedicada, com força de vontade e compromissada”, enfatiza a gestora do Museu do Folclore, Francine Maia. 

Segundo definição do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), trabalho voluntário é aquele não compulsório, realizado pelo menos uma hora por semana, que visa produzir bens ou serviços a terceiros, sem que o autor receba nenhuma remuneração, em dinheiro ou benefícios. De acordo com a última pesquisa realizada pelo órgão, 6,9 milhões de pessoas realizaram algum tipo de trabalho voluntário em 2019 (os números de 2020 ainda não foram divulgados).

Biblioteconomia

A joseense Adriana Gonçalves Garcia de Moraes, 51 anos, casada, começou a trabalhar no Museu do Folclore em novembro do ano passado, como estagiária não remunerada. Ela atua diretamente na Biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni, especializada em cultura popular, e em julho deste ano deve concluir o curso de biblioteconomia, no Centro Universitário Claretiano.

“Eu não conhecia a biblioteca do museu e nunca havia utilizado nenhum dos seus serviços, mas quando me ofereci para ser voluntária, sabia que realizaria um trabalho diferenciado de outras bibliotecas que já conheci. Ela tem um acervo considerável e por isso a vejo como o coração do museu, onde fica arquivado todo o trabalho desenvolvido nesses anos todos sobre o folclore da região”, destaca Adriana. 

Adriana já realizou trabalho voluntário na Mitra Diocesana de São José, na pastoral da comunicação, e na Obra Social Nossa Senhora dos Pobres, onde atuou na coordenação de cursos de artesanato e cooperou com a organização e trabalhos da instituição. “Gosto de prestar minha solidariedade, compartilhando conhecimentos e auxiliando os menos favorecidos”, afirma.

Futura museóloga

Clarissa está cursando museologia

Morando em São José dos Campos desde dezembro do ano passado, a carioca Clarissa Ribeiro, 39 anos, casada, se integrou à equipe do museu em janeiro deste ano. “Estou cursando museologia na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) e pretendo terminar o curso no mês que vem. Escolhi esta área pela paixão que sempre tive por museus e a curiosidade pelos seus acervos”, explica.

Ela diz que escolheu ser voluntária no Museu do Folclore porque realiza projetos relacionados ao folclore há dois anos. “Em um deles uma professora comentou sobre a folclorista Angela Savastano e a existência do museu. Quando soube que iria mudar para São José, pesquisei mais e entrei em contato com a equipe. Estou adorando a experiência e aprendendo muito”, atesta Clarissa.

Clarissa conta que ainda realiza um outro trabalho voluntário, no Nugep (Núcleo Multidimensional de Gestão do Patrimônio e de Documentação em Museus), da Unirio, onde elabora um manual para marcação e registro de objetos de arte popular. “Gosto muito de ser voluntária. Infelizmente ainda não consegui uma posição na área, mas o trabalho voluntário me mantém atualizada e na vivência da museologia”, destaca.

Protagonismo

Marcela, a primeira da esquerda
A maranhense Marcela de Souza Silva, 32 anos, solteira, já conhecia o Museu do Folclore pelas redes sociais e diz admirar muito o trabalho realizado por aqui, principalmente com os artesãos. “O museu tem uma relação de muito respeito com eles e os considera verdadeiros protagonistas de suas sabedorias”, afirma. Marcela está morando em São José há um ano e meio e desde fevereiro realiza trabalho voluntário no museu.   

Ela conta que, no Maranhão, onde sempre realizou trabalho voluntário, ainda continua ajudando a comunidade do Sítio Tamancão, em São Luís do Maranhão, junto ao projeto Maricotas Tamanqueiras, agora de maneira virtual. O projeto estimula o artesanato de bonecas em cerâmica, feita por mulheres da comunidade. Atualmente, Marcela está cursando Ciências Sociais na Universidade Federal do Maranhão.

Procedimento

Para realizar algum trabalho voluntário no Museu do Folclore o interessado pode enviar um currículo para o e-mail contato@museudofolclore.org ou entrar em contato pelo telefone 3924-7318.


Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 / www.museudofolclore.org 

quarta-feira, 31 de março de 2021

Exposição virtual 'Do Lixo ao Luxo', da artista Rejane Aleixo, tem apoio do Centro de Estudos

Algumas das peças produzidas por Rejane Aleixo
Foto:
Paulo Amaral
O público que visitou o Museu do Folclore de São José dos Campos, de março a junho de 2019, pode ver, pela primeira vez, numa exposição temporária (‘Arte e Criatividade Popular’), o trabalho artesanal da pernambucana Rejane Aleixo, 48 anos. Usando material reciclável, como lacres de latinhas de metal e CDs, mais agulha e linha de crochê, Rejane cria vestidos, bolsas, tapetes e muitas outras peças.

Pouco mais de dois anos depois, Rejane volta a mostrar o seu trabalho, agora, de forma virtual, na exposição ‘Do Lixo ao Luxo’, que reúne 30 peças produzidas pela artista e fotografadas pelo fotógrafo Paulo Amaral, que também foi responsável pela montagem do site onde ela está hospedada. Onde também estão disponíveis três oficinas ministradas por Rejane.

A exposição virtual surgiu como alternativa à impossibilidade dela continuar sendo presencial, em razão da pandemia da covid-19, que provocou o fechamento dos espaços públicos em março do ano passado. Antes disso, a mostra já havia sido montada no Parque Vicentina Aranha e em algumas escolas públicas, com previsão de poder ser vista também no Museu Municipal de São José. 

 

Proposta pela produtora cultural Juliana Mara Lima, a exposição tem curadoria de Mariana Mar e direção executiva de Manoela Mourão. As peças podem ser vistas pelo site www.dolixoaoluxo.artenovale.com.br.

 

A mostra foi viabilizada pelo Fundo Municipal de Cultura, sob gestão da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, e tem apoio do CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), do Ecomuseu dos Campos de São José, da AFAC (Associação para o Fomento da Arte e da Cultura) e da Arquitetura e Design.

 

Perfil

Rejane já desenvolve o trabalho há três anos 
 Foto: Paulo Amaral
Desde menina, Rejane Aleixo foi muito curiosa e observadora, sempre de olho na mãe e nas tias que faziam crochê. Não demorou muito, o conhecimento, adquirido naturalmente, se transformou em sabedoria e ela não parou mais. Hoje, suas mãos fazem coisas surpreendentes. Rejane mora no bairro Campos de São José, na região leste, com seus pais e sua filha.

Rejane já desenvolve este trabalho há três anos. Ela conta que a peça onde mais usou material foi em um vestido branco, que consumiu 3 mil lacres de latinhas e já chegou a ser avaliado em R$ 3 mil. “Demorei quase três meses para concluí-lo, pois sempre faltava material e como eu compro os lacres de catadores de lixo reciclável, nem sempre tinha a quantidade toda em casa”, afirma Rejane.

Sem fins lucrativos

O CECP é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos, que atua na área da cultura popular desde 1999. A instituição é responsável pela gestão do Museu do Folclore, pela criação e coordenação do Ecomuseu dos Campos de São José, e realização de pesquisa sobre o Samba de Bumbo (ou Samba Rural Paulista) no Estado de São Paulo. 

www.dolixoaoluxo.artenovale.com.br