quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Primeiro Museu Vivo do ano acontece em clima de Carnaval neste domingo. Venha participar!

Tom Harryson é geógrafo, permacultor e músico

O Carnaval será o tema central das atrações do Museu Vivo deste domingo (8), no Museu do Folclore Angela Savastano, no Parque da Cidade. O público poderá vivenciar, gratuitamente, diferentes manifestações desta festa da cultura popular nas áreas do artesanato, culinária e música. Excepcionalmente, o encontro será das 15h às 17h.  

Para participar desta primeira edição do ano e compartilhar os seus saberes e fazeres, foram convidados o campineiro Harryson Roberto Oliveira (Tom Harryson), as irmãs paranaenses Maria Inês de Oliveira Santos e Vera Lúcia de Oliveira Menezes e a pernambucana Iane Costa.

Artesanato

Tom Harryson é o nome artístico de Harryson Roberto Oliveira, 41 anos, nascido em Campinas e morador de São José dos Campos desde 2014. Geógrafo, permacultor e músico, Tom é, antes de tudo, um artesão da música: cria o som e o instrumento.

Seu encontro com este saber aconteceu em 2005, em Rio Claro (SP), durante a graduação em Geografia, quando o interesse pelas dimensões ambiental, social e cultural o aproximou das manifestações da cultura popular.

Foi na convivência com Matheus das Flautas, que Tom aprendeu não apenas a tocar, mas também a fabricar o pífano que, em suas mãos, não é apenas instrumento, mas um mediador de encontros, afinador de ambientes, convite à presença e à escuta coletiva.

O pífano, por sua vez, ocupa lugar central na cultura popular brasileira. Presente nas bandas cabaçais do Ceará e nas tradicionais bandas de pífanos do Nordeste, ele acompanha festas, rituais e cortejos, guardando memórias profundas e modos antigos de fazer música. 

Culinária

As irmãs Maria Inês de Oliveira Santos, 56 anos, e Vera Lúcia de Oliveira Menezes e 61 anos, são naturais de Ivaiporã (PR). Moradoras dos bairros Bosque dos Ipês e Jardim Morumbi, em São José, costumam fazer geladinho quando a família se reúne, como no Carnaval, por exemplo.

Elas fazem o geladinho desde criança e contam que aprenderam com a mãe. Vera diz que a receita se tornou comum na sua família. O geladinho, entre outros nomes conhecidos, é uma guloseima muito popular e fácil de fazer em todas as idades.

Música

Iane Costa, natural de Recife (PE), é artista há 25 anos, bailarina, professora e coreógrafa. Ela também é pesquisadora de dança e brinquedos populares, tendo desenvolvido o Projeto Brincantes Ancestrais em 2020, juntamente com a também pesquisadora Semada Rodrigues.

A pesquisadora está em São José dos Campos desde agosto de2025, foi atraída pela rica programação de cultura. Desde então, Iane vem se conectando à cidade, participando dos eventos, aulas, congressos e reuniões de cultura pela cidade.

“O frevo faz parte de nossas memórias de infância. Entretanto, como sou bailarina, ele veio num lugar mais profissional. Sou passista de frevo muito apaixonada. As danças populares ganharam muito minha atenção e energia”, diz Iane.

Originário de Pernambuco, o Frevo é uma dança genuinamente brasileira, surgida no final do século XIX, no Carnaval. Ele também está presente no Rio de Janeiro e Bahia e está conectado com as festas das ruas, a energia e a vibração dos instrumentos de metais e cordas. 

Gestão

O Museu do Folclore Angela Savastano é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona desde 1997 no Parque da Cidade. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
  • www.museudofolclore.org

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Museu do Folclore Angela Savastano recebe mais de 27.000 mil visitantes no ano passado

Museu ganha placa com nome da folclorista Angela Savastano

O Museu do Folclore Angela Savastano, no Parque da Cidade, registrou um total de 27.187 visitantes em 2025. Este público visitou as exposições de longa duração e temporária, a Biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni, a brinquedoteca, o presépio; e participou de várias atividades ao longo do ano.

Só em dezembro, o museu registrou 2.278 visitantes, grande parte (965) para conhecer o presépio montado para o Ciclo de Natal. O espaço foi aberto no começo de dezembro e pôde ser visitado até o dia 25 de janeiro, quando o museu recebeu 12 Folias de Reis para a 28ª Chegada das Bandeiras.

Alguns acontecimentos durante 2025 merecem destaque, tais como:

 – Homenagem à folclorista Angela Savastano (falecida em agosto), que passou a dar nome ao Museu do Folclore.

– Realização do Mês do Folclore com mais de 3.000 participantes (entre alunos e professores).

– Comemoração de 28 anos de criação do Museu do Folclore.

– Lançamentos dos livros As Receitas que Contam Histórias e Vozes do Sertão: A poética nas ladainhas da Capoeira Angola (30º e 31º volumes da Coleção Cadernos de Folclore).

– Montagem das exposições temporárias: Fazeres Ancestrais: Adinkras e Fios de Contas (frequentadores da Roda de Fazeres) e Negra Devoção (do fotógrafo Marco Antonio Sá).

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona desde 1997 no Parque da Cidade. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
  • www.museudofolclore.org 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Chegada das Bandeiras no Museu do Folclore Angela Savastano contará com 14 Folias de Reis

Bandeiras das Folias de Reis são benzidas durante a celebração
Foto: Ricardo Savastano

O Museu do Folclore Angela Savastano receberá, no próximo domingo (25), a 28ª Chegada das Bandeiras, com a participação de 14 Folias de Reis da região (São José, Caçapava, Jacareí, Paraibuna e Taubaté). A manifestação marcará o encerramento do Ciclo de Natal e o fechamento do presépio do museu. 

A vivência já se tornou uma tradição no museu e acontecerá das 9h às 17h com a presença do público, que poderá acompanhar toda a movimentação das folias. Às 15h está prevista uma celebração religiosa, que será conduzida pelo padre Robert José Ribeiro, da Paróquia São Sebastião, da Vila Industrial.

O presépio foi montado pela Contramestre da Folia de Reis do Mestre Zé Mira, Soynaara Maria Faria Araújo Pires de Morais, 58 anos, nascida em Arapeí, no Vale do Paraíba. “Aprendi a montar presépio com a minha mãe, que por sua vez aprendeu com a minha avó”, disse Soynaara.

Desde sua abertura no dia 7 de dezembro do ano passado, no início do Ciclo de Natal, até o último domingo (18), o presépio já foi visitado por mais de 1.000 pessoas. Durante toda esta semana ele permanecerá aberto das 9h às 17h e no sábado (17) das 14h às 17h.

Folias de Reis participantes

São José:

  • Cia de Reis Esplendor do Oriente
  • Cia dos Três Reis Estrela do Oriente
  • Folia de Reis Bom Jesus do Buquirinha 
  • Folia de Reis Bandeira do Divino da Paróquia de Santana
  • Folia de Reis de São José
  • Folia de Reis do Mestre Zé Mira 
  • Folia de Reis Estrela de Belém  
  • Folia de Reis São Judas Tadeu
  • Folia de Reis São Vicente de Paula

Caçapava:

  • Cia de Reis Folia de Francisco
  • Folia dos Santos Reis Nossa Senhora da Boa Esperança

Jacareí:

  • Folia de Reis Filhos do Oriente

Paraibuna:

  • Folia de Reis Alferes Bento

Taubaté:

  • Folia de Reis Estrela da Mantiqueira

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

Museu do Folclore Angela Savastano

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana

(12) 3924-7318 e (12) 3924-7354

www.museudofolclore.org