quinta-feira, 23 de abril de 2026

Terças com Museologia aborda diferença entre musealizar e museificar no próximo dia 28

Objetos na Sala das Tecnologias da exposição 
de longa duração do Museu do Folclore
Foto: Adenir Brito

O Museu do Folclore Angela Savastano realizará no próximo dia 28 de abril mais uma edição do Terças com Museologia. A proposta é fazer uma reflexão sobre a diferença entre musealizar e museificar, dois conceitos importantes da museologia que, muitas vezes, são usados como sinônimos, mas têm significados diferentes.

A atividade é gratuita e ocorre de forma virtual, das 9h30 às 11h, com transmissão pelo Google Meet. Podem participar pesquisadores, professores, educadores e demais interessados pelos assuntos abordados. A inscrição deve ser feita pela plataforma Sympla.

Todas os encontros do Terças com Museologia são gravados e disponibilizados na página do Museu do Folclore no YouTube. Desde 2023, quando o programa passou a ser realizado, já foram promovidos 27 encontros abordando diferentes temas ligados à museologia. 

Diferenças

A musealização está relacionada ao processo de atribuir valor a um objeto ou prática, reconhecendo seu significado cultural, histórico ou simbólico. Já a museificação pode envolver a transformação de objetos, espaços ou até modos de vida em algo museal, associado a processos de fixação ou cristalização.

“Queremos discutir estas diferenças de forma acessível, aproximando o público destes conceitos e mostrando como eles aparecem tanto no cotidiano dos museus quanto fora deles, refletindo sobre as formas como construímos memória e significado”, destaca a museóloga do Museu do Folclore, Mariana Boujadi, mediadora do encontro.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona desde 1997 no Parque da Cidade. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354
  • www.museudofolclore.org

quarta-feira, 1 de abril de 2026

CECP lança chamamento público para compor cadastro de reserva para Cadernos de Folclore

Coleção é um dos projetos mais antigos do Museu do Folclore
Foto: Ricardo Savastano

O CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), responsável pela gestão do Museu do Folclore Angela Savastano, em São José dos Campos, lançou, nesta quarta-feira (1º), chamamento público para composição de cadastro de reserva para publicação de novos volumes da Coleção Cadernos de Folclore.

Interessados em participar do processo de avaliação devem enviar suas propostas para o e-mail biblioteca@museudofolclore.org até o dia 30 de abril, de acordo com as orientações constantes no chamamento. A avaliação das propostas será feita de 4 a 29 de maio e o resultado divulgado no dia 2 de junho no site do museu.

A Coleção Cadernos de Folclore é um dos mais antigos projetos do Museu do Folclore e já tem 31 volumes publicados desde 1987. O último deles – Vozes do Sertão: A poética nas ladainhas da Capoeira Angola – foi lançado em 2025. Até o final do ano outro volume deverá ser publicado. 

Critérios

Qualquer pesquisador (a) ou autor (a), sem distinção de qualquer espécie, pode inscrever até uma obra, independente da posição de autoria. Porém, a inscrição não garante a publicação da obra, uma vez que o projeto editorial se dá anualmente e também considera pesquisas realizadas pela própria instituição.

Todas as propostas serão avaliadas pelo Conselho Editorial do CECP, que observa a consonância com o projeto Cadernos de Folclore, que tem a publicação de seus volumes condicionada à disponibilidade de recurso financeiro e atendimento aos focos temáticos a serem trabalhados.

Não serão aceitas propostas de reedição de livros que já tenham sido publicados por qualquer editora. Monografias, trabalhos de conclusão de curso, dissertações e teses devem ter sua estrutura e linguagem devidamente adaptadas para publicação em livro, pois o Conselho Editorial não avaliará textos originais de trabalhos não adaptados.

Questões relativas à diagramação, revisão, impressão, divulgação, lançamento e distribuição gratuita da obra são de responsabilidade do Museu do Folclore. O (a) autor (a) tem direito a receber 20% do total dos exemplares impressos para fazer sua própria distribuição, também gratuita.   

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona no Parque da Cidade desde 1997. O CECP é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, criada em 1998.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354
  • www.museudofolclore.org

sexta-feira, 27 de março de 2026

Trio Terra Bruta comanda a programação do Museu Vivo de domingo no Museu do Folclore

Trio Terra Bruta é uma das atrações do Museu Vivo

Música sertaneja, técnicas de construção de pau a pique e uma receita especial de tapioca. Estes são os atrativos da edição deste mês do programa Museu Vivo, marcada para o próximo domingo (29), a partir das 14h, no Museu do Folclore Angela Savastano, no Parque da Cidade.

A vivência contará com as presenças do Trio Terra Bruta (na música), formada pelos músicos Dalvito, Zé do Bico e José Carlos Lopes; do bioconstrutor Rafael Vieira (no artesanato) e da baiana Joana Cavalcante (na culinária).

O Museu Vivo é aberto ao público e ocorre na área externa do museu, visando destacar a cultura popular nas áreas do artesanato, da culinária e da música, dando visibilidade aos seus protagonistas, que compartilham com as pessoas seus saberes e fazeres. Confira os perfis abaixo.

Música

O baiano Dalvo Candido da Mata, 71 anos, é conhecido como Dalvito. Veio para São José dos Campos em 1979 e em 1982 conheceu seu parceiro de música, João Batista, 74 anos, o Zé do Bico. Hoje, formam o Trio Terra Bruta com a participação de José Carlos Lopes, 57 anos, no contrabaixo.

Dalvito conta que nasceu no meio de 13 irmãos e começou sua caminhada na música sertaneja depois de um desafio do seu pai. “Ele comprou um acordeon e disse quem aprendesse a tocar primeiro ficaria com o instrumento. E eu ganhei a disputa”, ressalta Dalvito.

Zé do Bico é mineiro de Pouso Alto e conta que tocou e cantou muito naquela região. Veio para São José há 30 anos e na época já fazia dupla com seu irmão. “Toco um pouco o violão e arranho no acordeon e de vez em quando a gente troca”, fazendo referência a Dalvito”.

O joseense José Carlos Lopes, 57 anos, nasceu e cresceu na roça, com seu pai e irmãos, mas só ele se envolveu com música. Começou observando pessoas que admirava e aprendeu a tocar aos poucos, sempre incentivado por Dalvito e Zé do Bico. Primeiro comprou um violão e agora troca contrabaixo.

Pau a pique

No artesanato, o paulistano Rafael Vieira, 41 anos, vai compartilhar todo seu conhecimento sobre a técnica do pau a pique, usada para diferentes finalidades na vida cotidiana. Rafael também é sociólogo, educador ambiental, técnico em edificações, bioconstrutor e permacultor.

Rafael atua em ações regenerativas e mudanças de hábitos. Desde 2022 atua como educador do CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), trabalhando no projeto Ecomuseu Campos de São José.

“Tradicionalmente, os recursos usados para a construção de pau a pique vêm da própria natureza local, como cipó, sapê, madeiras de diversas espécies, terra argilosa, palha de arroz, areia, entre outros”, explica Rafael.

Tapioca

Joana Cavalcante, 59 anos, já participou de outras edições do Museu Vivo e, mais uma vez, dividirá com o público sua receita de tapioca, que apesar de poucos ingredientes, é carregada de muita história e sabedoria popular.

Natural de São Gabriel na Bahia, Joana aprendeu a cozinhar ainda quando pequena, vendo a mãe e outras pessoas da família. Ajudava o pai na roça de macaxeira, desde o plantio até a feitura da farinha e da tapioca (polvilho).

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
  • www.museodofolclore.org