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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Museu do Folclore reúne vários trabalhos de figureiras em sua exposição de longa duração

Figuras de barro formam uma procissão da Festa do Divino na exposição
Foto:
Adenir Britto
Das quase 80 peças que fazem parte da exposição de longa duração do Museu do Folclore de São José dos Campos, 17 são figuras de barro, entre elas pavões, presépios, bandeireiro e procissão da Festa do Divino, grupo de Moçambique da Festa de São Benedito, além de flores, pote, panela e outras.

O local, que funciona desde 1997 no Parque da Cidade, em Santana (região norte), é um dos espaços da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, onde é possível conhecer e apreciar essa importante arte de fazer figuras de barro, uma das muitas manifestações da cultura popular regional.

Todas essas peças foram criadas por figureiros (as) de São José dos Campos, Taubaté e até de outros estados, como Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. São os ‘mestres’ dessa sabedoria popular, entre eles Eugênia da Silva, Maria Benedita dos Santos (Lili Figureira), Maria Benedita Vieira (Mudinha), Luiz Paulo Ragazini e outros.

O Museu do Folclore ainda possui uma reserva técnica com quase dois mil itens, onde cerca de 500 são figuras feitas de barro. O local salvaguarda peças que não estão em exposição atualmente, inclusive material utilizado em atividade educativa.  

Outros espaços

Além do Museu do Folclore, também é possível encontrar figuras feitas de barro em outros dois espaços da Fundação Cultural que, inclusive, levam nomes de duas figureiras: as casas de cultura Eugênia da Silva, no Parque Novo Horizonte (região leste), e Lili Figureira, no Jardim Santo Onofre (região sudeste).

Essa sabedoria ganhou até um dia especial no calendário oficial de eventos do município, com a instituição do Dia do Figureiro, comemorado em 20 de setembro, de acordo com a Lei Municipal 8526/2011. A Fundação Cultural também criou a Semana do Figureiro, que tem uma extensa programação até 28 de setembro.

Funcionamento

O Museu do Folclore funciona de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h, sob gestão do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP). As duas casas de cultura da Fundação Cultural estão abertas de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 21h.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gome, 100 – Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7328 – www.museudofolclore.org

Casa de Cultura Eugênia da Silva
Rua dos Carteiros 100 – Parque Novo Horizonte
(12) 3907-8024

Casa de Cultura Lili Figureira
Rua Roberto Cruz, 40 – Jardim Santo Onofre
(12) 3942-1005

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Faleceu nesta segunda-feira em São José dos Campos, aos 77 anos, a figureira Mudinha

Mudinha, em plena atividade,
em meio às muitas figuras que fez
Foto: Paulo Amaral
Faleceu na manhã desta segunda-feira (4), aos 77 anos, no Hospital Municipal de São José dos Campos, onde estava internada, a figureira Maria Benedita Vieira, mais conhecida por Mudinha. Atualmente vinha participando do projeto Vivenciando a Cultura Popular, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, numa ação de salvaguarda do patrimônio imaterial que Mudinha representava.

No ano passado, juntamente com outros mestres da cultura popular local, a figureira foi homenageada pela Fundação Cultural com o Prêmio de Mestre Cultura Viva. Suas figuras em barro são conhecidas por muitas pessoas de São José, onde nasceu, e podem ser vistas na exposição permanente do Museu do Folclore, nas salas São José dos Campos (pavão) e Religiosidades (presépio).

Mudinha aprendeu o ofício com sua mãe, que usava as figuras de barro para educar a filha, que nasceu com deficiência da fala. Por meio dos objetos que moldava encontrou um meio de expressar cenas do cotidiano e do seu imaginário. Ela produzia pavões, animais da roça e da floresta, além de objetos como vasos de flores e cenas de mulheres trabalhando e casais em bancos de praça.

Maria Benedita também participou, em muitas oportunidades, do projeto Museu Vivo do Museu do Folclore, tendo sido destaque também na 22ª edição da Coleção Cadernos de Folclore (‘O Saber e o Fazer no Museu do Folclore’), ao lado de outros representantes da cultura popular local. Mudinha também faz parte do vídeo ‘Chuva de Anjos’, que mostra o trabalho de várias figureiras do Vale do Paraíba.