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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Museu Vivo destaca música sertaneja, bordado e doce de abóbora na vivência do mês de abril

A mineira Ana Rosa vai compartilhar uma receita de doce de abóbora

Música sertaneja, bordado e doce de abóbora. Estes são os saberes que estarão em evidência no Museu Vivo deste domingo (26), das 14h às 17h, no Museu do Folclore Angela Savastano, no Parque da Cidade. A vivência é aberta ao público e ocorre na área externa do museu.

Para compartilhar estes saberes, foram convidados três representantes da cultura popular, todos nascidos em Minas Gerais. Na música, José das Dores Ramos comandará o Quarteto Havaí; no artesanato (bordado), Sofia de Farias Ramos, e na culinária (doce de abóbora), Ana Rosa dos Santos. 

Música

Natural de Muriaé, Havaí começou na música com 15 anos, tocando cavaquinho, viola e violão. Atualmente, dedica-se apenas ao violão. Com o quarteto – formado por ele, Robertinho, Moraisito e Amilton –, ele já atua há pelo menos seis anos. Já participou de outras edições do Museu Vivo por meio da dupla Minuano e Havaí.

Artesanato

Dona Sofia nasceu em Candelária e aprendeu a costurar, bordar e cozinhar com a mãe e avós. Ela participa do Museu Vivo desde 2015, quase sempre na área da culinária. Sua história também está contada na Coleção Cadernos de Folclore (volumes 23 e 30).

Culinária

Nascida em Sapucaí Mirim, Ana Rosa cresceu na roça, em uma fazenda da família. Sempre acompanhou a mãe na cozinha e foi aprendendo as coisas de olho, “xeretando”, como brinca. Gosta mesmo de cozinhar doces (de laranja e de mamão), além de bolo de milho e paçoca, receitas que já compartilhou no Museu Vivo.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona desde 1997 no Parque da Cidade. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354
  • www.museudofolclore.org

sexta-feira, 27 de março de 2026

Trio Terra Bruta comanda a programação do Museu Vivo de domingo no Museu do Folclore

Trio Terra Bruta é uma das atrações do Museu Vivo

Música sertaneja, técnicas de construção de pau a pique e uma receita especial de tapioca. Estes são os atrativos da edição deste mês do programa Museu Vivo, marcada para o próximo domingo (29), a partir das 14h, no Museu do Folclore Angela Savastano, no Parque da Cidade.

A vivência contará com as presenças do Trio Terra Bruta (na música), formada pelos músicos Dalvito, Zé do Bico e José Carlos Lopes; do bioconstrutor Rafael Vieira (no artesanato) e da baiana Joana Cavalcante (na culinária).

O Museu Vivo é aberto ao público e ocorre na área externa do museu, visando destacar a cultura popular nas áreas do artesanato, da culinária e da música, dando visibilidade aos seus protagonistas, que compartilham com as pessoas seus saberes e fazeres. Confira os perfis abaixo.

Música

O baiano Dalvo Candido da Mata, 71 anos, é conhecido como Dalvito. Veio para São José dos Campos em 1979 e em 1982 conheceu seu parceiro de música, João Batista, 74 anos, o Zé do Bico. Hoje, formam o Trio Terra Bruta com a participação de José Carlos Lopes, 57 anos, no contrabaixo.

Dalvito conta que nasceu no meio de 13 irmãos e começou sua caminhada na música sertaneja depois de um desafio do seu pai. “Ele comprou um acordeon e disse quem aprendesse a tocar primeiro ficaria com o instrumento. E eu ganhei a disputa”, ressalta Dalvito.

Zé do Bico é mineiro de Pouso Alto e conta que tocou e cantou muito naquela região. Veio para São José há 30 anos e na época já fazia dupla com seu irmão. “Toco um pouco o violão e arranho no acordeon e de vez em quando a gente troca”, fazendo referência a Dalvito”.

O joseense José Carlos Lopes, 57 anos, nasceu e cresceu na roça, com seu pai e irmãos, mas só ele se envolveu com música. Começou observando pessoas que admirava e aprendeu a tocar aos poucos, sempre incentivado por Dalvito e Zé do Bico. Primeiro comprou um violão e agora troca contrabaixo.

Pau a pique

No artesanato, o paulistano Rafael Vieira, 41 anos, vai compartilhar todo seu conhecimento sobre a técnica do pau a pique, usada para diferentes finalidades na vida cotidiana. Rafael também é sociólogo, educador ambiental, técnico em edificações, bioconstrutor e permacultor.

Rafael atua em ações regenerativas e mudanças de hábitos. Desde 2022 atua como educador do CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), trabalhando no projeto Ecomuseu Campos de São José.

“Tradicionalmente, os recursos usados para a construção de pau a pique vêm da própria natureza local, como cipó, sapê, madeiras de diversas espécies, terra argilosa, palha de arroz, areia, entre outros”, explica Rafael.

Tapioca

Joana Cavalcante, 59 anos, já participou de outras edições do Museu Vivo e, mais uma vez, dividirá com o público sua receita de tapioca, que apesar de poucos ingredientes, é carregada de muita história e sabedoria popular.

Natural de São Gabriel na Bahia, Joana aprendeu a cozinhar ainda quando pequena, vendo a mãe e outras pessoas da família. Ajudava o pai na roça de macaxeira, desde o plantio até a feitura da farinha e da tapioca (polvilho).

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
  • www.museodofolclore.org

  

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Primeiro Museu Vivo do ano acontece em clima de Carnaval neste domingo. Venha participar!

Tom Harryson é geógrafo, permacultor e músico

O Carnaval será o tema central das atrações do Museu Vivo deste domingo (8), no Museu do Folclore Angela Savastano, no Parque da Cidade. O público poderá vivenciar, gratuitamente, diferentes manifestações desta festa da cultura popular nas áreas do artesanato, culinária e música. Excepcionalmente, o encontro será das 15h às 17h.  

Para participar desta primeira edição do ano e compartilhar os seus saberes e fazeres, foram convidados o campineiro Harryson Roberto Oliveira (Tom Harryson), as irmãs paranaenses Maria Inês de Oliveira Santos e Vera Lúcia de Oliveira Menezes e a pernambucana Iane Costa.

Artesanato

Tom Harryson é o nome artístico de Harryson Roberto Oliveira, 41 anos, nascido em Campinas e morador de São José dos Campos desde 2014. Geógrafo, permacultor e músico, Tom é, antes de tudo, um artesão da música: cria o som e o instrumento.

Seu encontro com este saber aconteceu em 2005, em Rio Claro (SP), durante a graduação em Geografia, quando o interesse pelas dimensões ambiental, social e cultural o aproximou das manifestações da cultura popular.

Foi na convivência com Matheus das Flautas, que Tom aprendeu não apenas a tocar, mas também a fabricar o pífano que, em suas mãos, não é apenas instrumento, mas um mediador de encontros, afinador de ambientes, convite à presença e à escuta coletiva.

O pífano, por sua vez, ocupa lugar central na cultura popular brasileira. Presente nas bandas cabaçais do Ceará e nas tradicionais bandas de pífanos do Nordeste, ele acompanha festas, rituais e cortejos, guardando memórias profundas e modos antigos de fazer música. 

Culinária

As irmãs Maria Inês de Oliveira Santos, 56 anos, e Vera Lúcia de Oliveira Menezes e 61 anos, são naturais de Ivaiporã (PR). Moradoras dos bairros Bosque dos Ipês e Jardim Morumbi, em São José, costumam fazer geladinho quando a família se reúne, como no Carnaval, por exemplo.

Elas fazem o geladinho desde criança e contam que aprenderam com a mãe. Vera diz que a receita se tornou comum na sua família. O geladinho, entre outros nomes conhecidos, é uma guloseima muito popular e fácil de fazer em todas as idades.

Música

Iane Costa, natural de Recife (PE), é artista há 25 anos, bailarina, professora e coreógrafa. Ela também é pesquisadora de dança e brinquedos populares, tendo desenvolvido o Projeto Brincantes Ancestrais em 2020, juntamente com a também pesquisadora Semada Rodrigues.

A pesquisadora está em São José dos Campos desde agosto de2025, foi atraída pela rica programação de cultura. Desde então, Iane vem se conectando à cidade, participando dos eventos, aulas, congressos e reuniões de cultura pela cidade.

“O frevo faz parte de nossas memórias de infância. Entretanto, como sou bailarina, ele veio num lugar mais profissional. Sou passista de frevo muito apaixonada. As danças populares ganharam muito minha atenção e energia”, diz Iane.

Originário de Pernambuco, o Frevo é uma dança genuinamente brasileira, surgida no final do século XIX, no Carnaval. Ele também está presente no Rio de Janeiro e Bahia e está conectado com as festas das ruas, a energia e a vibração dos instrumentos de metais e cordas. 

Gestão

O Museu do Folclore Angela Savastano é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona desde 1997 no Parque da Cidade. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

  • Museu do Folclore Angela Savastano
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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Último Museu Vivo do ano terá vivências com tambores artesanais e cuscuz de frango

Orokzala em plena produção dos tambores artesanais

O Museu do Folclore Angela Savastano realiza, neste domingo (30), o último Museu Vivo do ano, com a participação de dois representantes da cultura popular regional nas áreas do artesanato, culinária e música. Eles compartilharão seus saberes e fazeres numa vivência aberta ao público, a partir das 14h.

Para o artesanato e a música (construção, toques e ritmos de tambores artesanais), o encontro contará com a presença do campineiro Marco Antonio da Cosa, 55 anos, mais conhecido como Tata Orokzala. Morador de Monteiro Lobato há mais de 12 anos, Orokzala já participou de outras edições do Museu Vivo.

Além de luthier, músico e artesão, Orokzala também é Alabê no Candomblé, Mestre de Capoeira e fundador do grupo Abassá de Angola. É descendente direto de Mestre Lumumba, grande referência da cultura negra no Vale do Paraíba e no Brasil.

Orokzala é um importante guardião dos saberes afro-brasileiros na região e integrante de uma linhagem de fazedores de tambores oni ilu, como é chamada em sua tradição. Ele dá continuidade a um legado que atravessa gerações e mantém viva a força da memória e do axé.

Cuscuz de Frango

Para a culinária, o Museu Vivo terá a presença de outra fazedora conhecida de edições passadas, a mineira Sofia de Faria Ramos, 78 anos, que fará um cuscuz de frango. Sobre seus saberes culinários, Dona Sofia conta que aprendeu a cozinhar com a mãe e avós. “Elas cozinhavam muito bem e aprendi a fazer muitas coisas na cozinha”, lembra.

Em participações anteriores, Dona Sofia fez paçoca, doce de leite e outras receitas. “Hoje ninguém quer ter trabalho de fazer certas coisas, principalmente na cozinha. Além de cozinhar, também aprendi a costurar e bordar com a minha mãe”, diz ela.

Em Candelária sua família fazia quase tudo em casa. “Para fazer paçoca a gente usava pilão para socar o amendoim, que era plantado e processado na nossa terra”. Sua história, saberes e fazeres também estão contados nos volumes 23º e 30º da Coleção Cadernos de Folclore.

Gestão

O Museu do Folclore Angela Savastano é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona desde 1997 no Parque da Cidade, região norte. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Moçambique Esperança e bolo de fubá são as atrações do Museu Vivo deste domingo (26)

Mestre Manoel dos Santos Almeida 
(à esquerda) comanda o Moçambique Esperança

Entres as muitas manifestações da cultura popular em torno do Dia de São Benedito, o Moçambique é uma das mais tradicionais e está presente em muitas festas religiosas realizadas em outubro, particularmente no dia 5. Para a Igreja Católica, está é a data oficial de celebração da santidade, por decisão da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

No Museu do Folclore Angela Savastano, o Moçambique Esperança, de Monteiro Lobato, será uma das atrações do Museu Vivo deste domingo (26), a partir das 14h. O grupo serão comandado pelo Mestre Manoel dos Santos Almeida, 73 anos. A vivência é aberta ao público e ocorrerá de forma gratuita na área externa do museu até às 17h.

Manoel dos Santos (foto à esquerda) fundou o grupo há mais de 20 anos e desde os 6 anos de idade participa das manifestações, sempre acompanhando seu pai. Aos 12 anos, passou a participar do grupo tocando caixa. Anteriormente, o grupo tinha o nome de Moçambique Pedra Branca, nome do lugar onde morava seu primeiro fundador, Francisco Lourenço, tio de Manoel.

Francisco foi mestre de 1940 até 1960, quando faleceu. O pai de Manoel, José Jacinto, assumiu a função de mestre, ficando até 1997. Só parou por questões de saúde. O grupo ficou parado por alguns anos e em 2002 seu Manoel conseguiu reunir novos membros, batizando o grupo de Moçambique Esperança.

Para o grupo, é importante estar presente em datas como a Festa de São Sebastião (janeiro) e a Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso (setembro), padroeira de Monteiro Lobato. O grupo também é chamado para participar de outras festas em Lagoinha, Aparecida e no distrito de São Francisco Xavier. 

Bolo de fubá

O encontro de domingo também contará com a participação de outra fazedora bastante conhecida do Museu do Folclore, a mineira Ana Rosa dos Santos, 78 anos (foto à esquerda), nascida em Sapucaí Mirim. Ela vai compartilhar uma gostosa receita de bolo de fubá, que poderá ser degustada pelo público presente.

Moradora em São José há quase 20 anos, ela conta que sempre acompanhou sua mãe na cozinha e aos poucos foi aprendendo algumas receitas. Ela gosta de cozinhar doces, como de laranja e de mamão, bolo de milho e paçoca. Criativa, Ana Rosa lembra que adaptou muitas receitas da cidade, sem perder a tradição caipira.

Gestão

O Museu do Folclore está localizado no Parque da Cidade, em Santana, desde 1997 e sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore Angela Savastano
  • Av. Olivo Gomes, 100, Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354
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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Museu Vivo deste domingo (28) reúne diferentes expressões da cultura popular

Grupo foi criado em 2012 e hoje já tem quase 30 integrantes
Foto: Divulgação

O Museu Vivo deste domingo (28), no Museu do Folclore de São José dos Campos, será especial, com a presença de 3 representantes do município: o grupo de Congada Filhos de N’Zambi, a artesã Rosalina Cornélio da Silva e Katia Moreira. A vivência é aberta ao público e ocorrerá na área externa do museu, das 14h às 17h.

No mesmo dia, às 14h, o museu abre a exposição fotográfica temporária Negra Devoção, do fotógrafo e pesquisador carioca Marco Antonio Sá. Seus registros de diferentes Congadas do Brasil revelam a beleza da espiritualidade devocional a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, ampliando o olhar sobre a ancestralidade afro-brasileira.

Congada

A Congada Filhos de N’Zambi foi criada em 2012 pelo Mestre Lourenço Juventino da Silva e sua família, a partir do Jongo vivido na infância em Areias, da participação no projeto Piraquara, da experiência com a Congada Alto do Cristo, de Taubaté, e da atuação no Maracatu Baque do Vale (onde Lourenço e sua esposa desempenham papéis de Rei e Rainha).

Em família, o grupo se estrutura entre a liderança do mestre Lourenço, que também é responsável pela confecção dos tambores, a esposa Rosalina, que faz os figurinos do grupo e de sua filha Isabele (Bel), capitã e apito da Congada. Atualmente, o grupo reúne cerca de 30 integrantes, principalmente de São José dos Campos e Jacareí.

Figurinos

Natural de São José, Rosalina Cornélio da Silva, 74 anos, é esposa do Mestre Lourenço (foto do casal ao lado). Fez parte da Irmandade de São Benedito quando era criança, junto com seu pai Benedito Cornélio de França. Como costureira, fez diversos figurinos, como da corte do Maracatu Baque do Vale e o primeiro do grupo de Jongo Mistura da Raça. 

Há 13 anos Rosalina confecciona os figurinos da Congada Filhos de N'Zambi, com criações próprias, tendo como inspiração a cultura popular brasileira, abrilhantando em cada integrante alegria e leveza próprias a cada um.

Doces

Kátia Moreira, 47 anos (foto ao lado), também é natural de São José. Quando pequena, seus pais prometeram distribuir doces a São Cosme e Damião, devido a problemas respiratórios dos filhos. Hoje, ela é quem distribui doces no dia dos santos (26 de setembro), prática que repete há mais de 20 anos.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona desde 1997 no Parque da Cidade. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

  • Museu do Folclore de SJC
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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Museu Vivo terá bolinho de chuva e final da oficina de Teatro de Bonecos Mamulengos

Rosemary volta ao Museu Vivo para fazer bolinho de chuva
Fotos: Silvia Maria Silva

Realizado mensalmente pelo Museu do Folclore de São José dos Campos, o Museu Vivo deste domingo (27) contará, mais uma vez, com a participação da joseense Rosemary Laranjeira David, 58 anos, que fará sua receita de bolinho de chuva. A vivência é aberta ao público e acontecerá das 14h às 17h na área externa do museu.

Sobre a receita, Rosemary conta que aprendeu a fazer bolinho de chuva com a sua mãe. “Morávamos na roça e como não havia padaria ou outros locais parecidos naquela época, minha mãe fazia bolinho de chuva para tomarmos café e levar como lanche para a escola”, lembra ela. 

Rosemary também faz outros quitutes doces, como bolos de pote, pudins, pavês, cucas e pães, utilizando, muitas vezes, cascas de frutas nas receitas. A joseense também faz parte do livro As Receitas que Contam Histórias, 30º volume da Coleção Cadernos de Folclore, projeto do Museu do Folclore.


Oficina

O Museu Vivo também será marcado pelo encerramento da oficina de Teatro de Bonecos Mamulengos, que terá início nesta sexta-feira (25), sob coordenação do Grupo Boneco Vivo. A atividade engloba criação de roteiro, sonoplastia, encenação e manipulação de bonecos Mamulengos.

A oficina está a cargo dos artistas Vivian Rau (bonequeira, mamulengueira, brincante e arte educadora), Ricardo Salem (mamulengueiro, ator e brincante), Mestre Moringa (músico, ator brincante) e Cris Alvim (mamulengueira, atriz brincante).

A atividade é uma contrapartida do projeto de aprimoramento Aprendendo com Mestres, Multiplicando Saberes, viabilizado pelo FMC (Fundo Municipal de Cultura), da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que está instalado no Parque da Cidade desde 1997, ano que foi aberto ao público. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Museu Vivo deste domingo (29) terá festa junina com direito a dança de quadrilha

A vivência deste domingo celebra os festejos juninos
Foto: Ricardo Savastano

As festas juninas são destaque em praticamente todo o Brasil nesta época do ano. Em São José dos Campos, particularmente no Museu do Folclore, ela estará presente no Museu Vivo do próximo domingo (29), dia de São Pedro e São Paulo, dois dos 4 santos católicos celebrados no mês de junho. O encontro terá, inclusive, dança de quadrilha.

A vivência acontecerá das 14h às 17h e reunirá, na área externa do museu, representantes da cultura popular regional nas áreas do artesanato (Maria Regina Camargo), culinária (Patrícia Nogueira) e música (Grupo Mineirinho, Paulistinha e Cia), que compartilharão com o público seus saberes e fazeres.

No comando da música

Pela primeira vez no Museu Vivo, o grupo Mineirinho, Paulistinha e Cia (foto ao lado) comandará a música durante a festa. O quarteto é formado pelo casal Rubens Rosa Pompeu e Efigênia Moura Pompeu e os amigos José Maria Cardoso e Terezinha do Nascimento Pires Silva. Juntos, harmonizam vozes e violões. 

Rubens e Efigênia começaram na música informalmente, na década de 60, quando formaram a dupla Mineirinho e Paulistinha. Também participaram da Folia de Reis Esplendor do Oriente e do grupo de violas Saudades da Minha Terra, onde conheceram Cardoso e Terezinha, formando o grupo atual.

Dança de quadrilha

Para completar a música junina, nada melhor que uma boa dança de quadrilha, que no domingo será comandada Arlete de Souza (foto ao lado), natural de Guarulhos e moradora de São José há 43 anos. Arlete conta que aprendeu a dançar e comandar quadrilha junina quando morava em Santos, vendo os amigos fazerem. 

Hoje, Arlete conduz as quadrilhas nas Casas do Idoso da Prefeitura e na escola em que estuda violão, no seu bairro. Ela também participa da atividade Roda de Fazeres do Museu do Folclore, realizada às quintas-feiras, das 14h às 16h.

Cocada

Na culinária, a joseense Patrícia Aparecida Nogueira (foto abaixo) compartilhará sua receita de cocada, que aprendeu a fazer há mais de 20 anos. “Foi com a esposa de um vendedor de cocadas que ficava no Parque Santos Dumont e ao longo dos anos acrescentei alguns segredos à receita original. Até hoje é uma sobremesa bastante requisitada pelos meus amigos”, conta ela.

Patrícia foi convidada a participar de uma edição do Museu Vivo no ano passado, mas por conta de muitas chuvas a vivência precisou ser cancelada. Desta vez a previsão é de tempo bom para domingo e sua cocada poderá ser saboreada.

Tapeçaria em juta

“Comecei a desenvolver a técnica de tapeçaria em juta espontaneamente, mas tenho como referência a costura da minha mãe”, conta a joseense Maria Regina Camargo Carvalho Domingues (foto abaixo), que estará presente no Museu Vivo de domingo.

Regina trabalha com tapeçaria há 20 anos e conta que as peças que faz têm temas geométricos e coloridos. Antes de voltar para São José em 2016, ela morou no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de outras cidades.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

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quinta-feira, 22 de maio de 2025

Edição especial do Museu Vivo deste domingo (25) celebra a Semana Mundial do Brincar

Para celebrar a Semana Mundial do Brincar (24 de maio a 1º de junho), o Museu do Folclore de São José dos Campos preparou uma edição especial do Museu Vivo deste domingo (25). A vivência é aberta ao público das 14h às 17h e contará com as presenças de três detentores da cultura popular regional.

Um deles é o Mestre Laranjeiras (Luis Carlos Laranjeiras), nascido no Rio de Janeiro e com trajetória por São José dos Campos desde 1980, onde passou a morar a partir de 2020. Para este Museu Vivo, Laranjeiras compartilhará as suas “brincantorias”, que mesclam música, prosa e brincadeiras. Saberes presentes em seu repertório de vida, trabalho e pesquisa.

Laranjeiras sempre esteve vinculado aos festejos que marcam o dia do seu nascimento e, assim, a Folia de Reis faz parte de sua vivência, bem como o samba, as danças populares e o futebol. Múltiplo em seus conhecimentos, Laranjeiras também atua no teatro e na educação, além de ser escritor e um eterno brincante.

Roda de Fogo

Para continuar no clima das brincadeiras, a mineira Maria de Lourdes Leal de Souza (78 anos) compartilhará com o público seu saber em fazer um brinquedo que aprendeu com um pessoal de circo lá da Bahia: a roda de fogo ou balangandã, como também é conhecido.

Morando em São José desde 1976, Maria de Lourdes já se considera uma joseense e tudo que é arte lhe agrada. Detentora de diversas vertentes artísticas e culturais, ela conta que aprendeu sobre música com seu pai, que acompanhava Folia de Reis.

“Com minha mãe, que era uma costureira prendada, aprendi a costurar. Com a minha prima, a fazer tricô e com minha avó, macramê”, conta ela satisfeita.  

Arroz Doce

Para adoçar a tarde de brincadeiras, a mineira Maria Mendes de Jesus (72 anos), de Água Boa, fará uma gostosa receita de arroz doce. Ela conta que aprendeu todas as receitas que sabe com a sua mãe e sua avó. Elas cozinhavam muito e em grande quantidade para as festas regionais. “Gosto muito de cozinhar e acho gratificante ver a reação das pessoas com aquilo que faço”.

Dona Mendes, como era chamada na Fundação Cultural Cassiano Ricardo, onde trabalhou por um bom tempo, é uma das protagonistas do 30º volume da Coleção Cadernos de Folclore – As Receitas que contam Histórias –, lançado em março pelo Museu do Folclore. A publicação traz uma receita sua de biscoito de polvilho.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, gerido pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Suas dependências funcionam desde 1997 na região norte, em Santana, no Parque da Cidade.

 

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quarta-feira, 23 de abril de 2025

Museu Vivo deste domingo destaca a literatura e a culinária no contexto da cultura popular

Grupo literário é formado por 10 escritores independentes

A literatura e a culinária estarão em destaque no Museu Vivo deste domingo (27), das 14h às 17h, no Museu do Folclore de São José dos Campos. A vivência é aberta ao público e contará com a participação do grupo literário “Nós das Letras” e da culinarista Darci Xavier de Almeida – que já participou da atividade em outros anos.

Formado em 2023 e contando com 10 integrantes atualmente, o grupo “Nós das Letras” comandará um sarau com diferentes expressões literárias, além de abrir espaço para quem quiser se manifestar. Para completar, a degustação ficará por conta do biscoito de polvilho da mineira de Montes Claros, Darci Xavier.

O “Nós das Letras” se define como um movimento em grupo, que se propõe a promover a literatura de forma inovadora. Todos os seus componentes são escritores independentes: Aldo Simões, Arlete Simões, Caíque Berto, Carlos Santos, Daniela Peneluppi, Ester Fernandes, Giovana Guts, Sandra Guimarães, Sandro Cuesta e Thalita Montesanto.

Darci Xavier (à esquerda na foto, ao lado de Janice Aboim, do Museu do Folclore) já mora em São José há algum tempo, mas cresceu na roça, onde aprendeu a culinária caipira, usando os ingredientes disponíveis e experimentando diferentes sabores. Foi nesta época que aprendeu a fazer muitas receitas, entre elas de biscoito de polvilho, que ela chama de “beliscão” (pelo formato na hora do preparo).

A culinarista e sua receita de biscoito de polvilho fazem parte do 30º volume da Coleção Cadernos de Folclore, que recebeu o título de “As Receitas que contam Histórias” (página 64). No domingo, inclusive, o museu fará distribuição gratuita do livro ao público interessado.

O programa Museu Vivo reúne mensalmente, aos domingos à tarde, diferentes detentores da cultura popular regional, geralmente nas áreas do artesanato, culinária e música. A proposta é dar visibilidade a estes representantes e valorizar os seus saberes e fazeres.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo gerido pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Ele está instalado no Parque da Cidade, na região norte, desde 1997.

 

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segunda-feira, 24 de março de 2025

Museu do Folclore lança 30º volume da Coleção Cadernos de Folclore, com Museu Vivo especial

Novo volume da coleção será lançado durante Museu Vivo especial

Por trás de uma boa receita culinária sempre há uma boa história. Esta afirmação pode ser comprovada nas muitas receitas e histórias registradas no 30° volume da
Coleção Cadernos de Folclore, do Museu do Folclore de São José dos Campos, que será lançado neste domingo (30), as 14h, durante uma edição especial do Museu Vivo.  

A obra ganhou o nome de “As Receitas que Contam Histórias” e o lançamento deverá contar com a presença de praticamente todos os seus 26 protagonistas (detentores da cultura popular), como Adélia Alexandre dos Santos Cunha, Andréa Aparecida, Laudeni de Souza, Sofia de Faria Ramos e Saturnino de Barros Silva, entre outros.

Museu Vivo especial

A edição especial do Museu Vivo reunirá, de uma só vez, 11 representantes da cultura popular regional na área da culinária. Serão 11 receitas sendo compartilhadas com o público, numa vivência inusitada do programa. O encontro contará ainda com a presença do grupo de viola Saudade da Minha Terra (foto ao lado).

Confira quem vai participar da culinária: Adélia Alexandre Cunha (doce de abóbora), Andréa Aparecida Martins dos Santos (bolo de banana), Damiana Francisco (bolinho caipira), Elenice Santos da Costa (farofa de banana), Joana Cavalcante Rocha (canjica), Marise Cristina Batista (bolo de fubá), Rosemary Laranjeira David (bolinho de chuva), Silvia Caetano Silva (bolo de coco), Sofia de Faria Ramos (cuscuz), Solange Cristina Moreira (rosquinha) e Vera Lúcia de Souza (doce de banana).

Produção do livro

O livro foi produzido pela própria equipe do Museu do Folclore, com criação e organização de Camila Inês e ilustrações de Marcela Souza. A concepção, pesquisa, textos, curadoria e revisão envolveram as profissionais Maira Domingues, Silvia Maria Souza, Janice Aboim, Mariana Boujadi, José Eduardo Ribeiro e Janaina Araújo.

A publicação traz em sua apresentação que “as receitas que contam histórias são aquelas que vão além dos ingredientes e modos de fazer, são as que têm sabor de lembrança, as que criam elos no tempo, que conectam pessoas, que perduram e se perpetuam por meio de cada novo preparo”.

Esta não é a primeira vez que a culinária ganha destaque numa edição da Coleção Cadernos de Folclore e sua produção se inspirou nas muitas receitas realizadas nestes anos todos de Museu Vivo. O tema já foi abordado no 18º volume (2008), no 22º (2012) e 23º (2013).

Distribuição

Assim como já aconteceu anteriormente, o atual volume será distribuído gratuitamente durante o lançamento e, posteriormente, poderá ser retirado pessoalmente na biblioteca do museu. O livro também ficará disponível para leitura no site do museu, em formato e-book e PDF.

A Coleção Cadernos de Folclore é uma realização conjunta da Prefeitura de São José dos Campos, Fundação Cultural Cassiano Ricardo, CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular) e Museu do Folclore. O lançamento deste 30º volume tem apoio do Mercadinho Piratininga.

Gestão

A gestão do Museu do Folclore é feita pelo CECP, organização da sociedade civil sem fins lucrativos. O Museu do Folclore está localizado no Parque da Cidade, em Santana, onde funciona desde 1997.

 

  • Museu do Folclore de SJC
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354
  • www.museudofolclore.org

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Museu do Folclore retoma vivência do Museu Vivo no próximo dia 23, no ritmo do Carnaval

Eunice Coppi volta a participar do Museu Vivo neste domingo

No clima e no ritmo do Carnaval, o Museu do Folclore de São José dos Campos retoma, neste domingo (23), o programa Museu Vivo, vivência realizada mensalmente aos domingos à tarde, das 14h às 17h. Um encontro com detentores da cultura popular regional, onde o público pode interagir com cada um deles durante toda a atividade.

Neste mês, o tema carnavalesco estará presente nas máscaras da artista popular Eunice Coppi, no sorvete geladinho da Maria Aparecida, a Cida, e no batuque e nas marchinhas de Odair Prado. Conheça um pouco mais de cada um destes participantes nos próximos parágrafos.

 

O Museu Vivo valoriza os saberes e fazeres da cultura popular dando visibilidade a diferentes representantes da região, muitas vezes desconhecidos do público. O destaque no programa é para as áreas do artesanato, da culinária e da música.

 

Máscaras

 

A mineira Eunice de Fátima Elias Coppi Silva, a Eunice Coppi, 65 anos (foto maior), é uma artista popular bastante conhecida na região e já participou de outras edições do Museu Vivo. Nesta, Eunice compartilhará seus saberes na confecção de máscaras de Carnaval, utilizando a técnica do empapelamento.

 

Máscaras que poderão ser apreciadas na instalação de Carnaval (foto ao lado) montada da sala das exposições temporárias. São 12 máscaras de parede e 4 com pedestal. A instalação poderá ser visitada até o dia 5 de março, nos mesmos dias e horários da exposição de longa duração.

 

O conhecimento de Eunice vem da modelagem em argila, que aprendeu quando pequena com sua avó. Em 1990 conheceu a técnica do empapelamento num curso da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Depois disto se aprimorou e, hoje, seu acervo tem mais de 6 mil peças, de diferentes temas e tamanhos.

 

Geladinho

 

Com o calor que está fazendo, nada melhor que um sorvete ou um geladinho (sorvete acondicionado em um saquinho plástico), como o que a paranaense Maria Aparecida de Oliveira Luciano, a Cida, 61 anos, vai preparar no Museu Vivo deste domingo.

 

Cida conta que aprendeu a fazer o geladinho quando seus filhos eram pequenos, estimulada pelas vizinhas e observando como elas faziam. Hoje, seus geladinhos são especiais. “Eu bato o suco de frutas no liquidificador e depois ponho pra gelar. Uma boa dica para o Carnaval”, diz ela.

 

Batuque e marchinhas

 

Carnaval de verdade tem batuque e marchinhas, como as que Odair Roberto Prado, morador de Monteiro Lobato, vai apresentar no domingo. Odair é percussionista, ator, artesão, circense e brincante da cultura popular. Em São Paulo, onde nasceu, frequentou a Escola de Samba Rosas de Ouro.

 

Como um dos conhecedores da técnica de confecção dos Pereirões (bonecos gigantes) de Monteiro Lobato, aprendida há décadas por meio do Museu do Folclore, Odair agita o Carnaval por lá. “Eu levo alguns Pereirões para a praça nesta época e mais alguns instrumentos de percussão para envolver a todos”, afirma Odair.

 

Gestão

 

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo gerido pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Ele está instalado no Parque da Cidade, em Santana, desde 1997.

 

  • Museu do Folclore de SJC
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana
  • (12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354
  • www.museudofolclore.org 

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Construção e toques de tambores são atrações do último Museu Vivo do mês de novembro

Tata Orokzala, como é conhecido, estará domingo no Museu Vivo

“O saber que trago comigo sobre tambores é o que me mantém centrado e conectado à minha ancestralidade”. A afirmação é do mestre em Capoeira, luthier, músico, arte educador, bioconstrutor e produtor cultural Marco Antônio da Cosa ou Tata Orokzala, 53 anos, como é mais conhecido.

Orokzala será um dos participantes do Museu Vivo deste domingo (24), no Museu do Folclore de São José dos Campos, quando compartilhará com o público um pouco da sua história e dos seus saberes e fazeres em construir e executar diferentes ritmos de tambores e berimbau.

Além dele, também participará desta edição a culinarista Silvia Caetano da Silva, 60 anos, natural de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. Neste domingo, ela fará uma receita de massa amanteigada.

O Museu Vivo ocorre no lado externo do museu, das 14h às 17h, e é aberto ao público, que pode acompanhar de perto toda a vivência. Neste mesmo horário, a exposição de longa duração do museu estará aberta para visitação gratuita.

Artesanato e música

Tata Orokzala é natural de Campinas e há 12 anos mora em Monteiro Lobato. É mestre de Capoeira e fundador do grupo Abassá de Angola. Carrega um legado de mais de 3 gerações na arte de tocar e construir tambores oni ilu, como são chamados os fazedores de tambores na tradição Bantu, da qual é oriundo.

Sustenta com muito orgulho o título de Alabê, proveniente de sua linhagem espiritual no Candomblé. É filho de Mestre Lumumba, importante referência da cultura popular e afro diaspórica (fenômeno caracterizado pela imigração forçada de africanos, durante o tráfico transatlântico de escravizados) no Vale do Paraíba e no Brasil.

Culinária

Silvia Caetano mora em São José dos Campos há 10 meses, vinda de Guarulhos (SP). Aos 8 anos, aprendeu a cozinhar com a mãe, tanto bolos como outros pratos. Ainda pequena já fazia o almoço e levava para os pais que trabalhavam em uma fazenda de café.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo gerido pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Está localizado no Parque da Cidade desde 1997.