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quarta-feira, 16 de abril de 2025

Museu do Folclore comemora mês do livro com atividade programada para este sábado (19)

Atividade visa estimular a leitura de adultos e crianças

Abril é considerado o mês do livro e não poderia ser diferente. O mês tem 4 datas alusivas a este tipo de publicação: dia 2 – Dia Internacional do Livro Infantil; dia 9 – Dia Nacional da Biblioteca; dia 18 – Dia Nacional do Livro Infantil e dia 23 – Dia Mundial do Livro.

Para comemorar, o Museu do Folclore de São José dos Campos, por meio da sua biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni, realizará neste sábado (19), das 14h30 às 16h30, uma atividade especial voltada para incentivar a leitura.

Batizada de “Lendo no Quintal”, a atividade será desenvolvida na área externa do museu, onde será preparada um espaço aconchegante para leitura de diferentes obras do acervo da biblioteca, tanto para crianças como adultos.

Distribuição

Na ocasião, o Museu do Folclore aproveitará para dar continuidade à distribuição do 30º volume da Coleção Cadernos de Folclore – As Receitas que Contam Histórias –, lançado no final de março. A obra também está disponível para leitura pelo site do museu.

O livro também pode retirado direto na biblioteca durante a semana, de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 16h30.

Acervo

O acervo da Biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni é especializado em cultura popular. Possui cerca de 4.800 documentos, entre livros, CDs, DVDs, fotografias e material de hemeroteca. Este acervo também pode ser acessado pela internet.

Para utilizar este material na própria biblioteca, o interessado não precisa se cadastrar, mas para empréstimos é necessário fazer um cadastro pessoalmente ou pelo e-mail: bibliotecadomuseu@gmal.com

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, gerido pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Suas instalações estão localizadas no Parque da Cidade, em Santana.

 

  • Museu do Folclore de SJC
  • Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
  • (12) 3924-7318 e (12) 3924-7354
  • www.museudofolclore.org

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Acervo do Museu do Folclore ganha 11 publicações do pesquisador João Rural

Livros e revistas doadas foram incorporados à biblioteca

O Museu do Folclore de São José dos Campos recebeu uma doação de 11 publicações, entre livros e revistas, de autoria do jornalista e pesquisador João Evangelista de Faria, o João Rural (já falecido). A doação foi feita pelo Instituto Chão Caipira Malvina Borges de Faria, de Paraibuna.

Entre as obras estão alguns exemplares da revista Cultura Rural (que circulou em 2000) e dos livros Sabores do Tempo dos Tropeiros (2001), No Fundo do Tacho – Histórias e Receitas da Gastronomia Caipira do Vale do Paraíba (2013), Templo das Águas e das Tradições (2007) e João Rural – 40 Anos de Imagem (2010), ambos de fotografia.

Todo o material está sendo catalogado para ser inserido ao acervo da biblioteca do museu Maria Amália Corrêa Giffoni. Posteriormente, as obras serão colocadas à disposição do público, tanto para leitura na própria biblioteca como empréstimo às pessoas que já possuem cadastro.

Perfil

João Rural (foto ao lado) é natural de Paraibuna e faleceu aos 64 anos. Dedicou sua vida à defesa, preservação, fortalecimento e divulgação da cultura caipira. Em 40 anos de pesquisa, reuniu um acervo de 300 horas de vídeo e filme 8mm, 70.000 fotos e 7.000 páginas de livros, jornais e revistas, onde foi redator, fotógrafo, revisor e editor.

Todo este acervo foi doado por João Rural, ainda em vida, ao Instituto Chão Caipira, criado pela família do pesquisador, como forma salvaguardar as pesquisas e o material editorial e videográfico produzido ao longo do tempo.

Biblioteca

 

A biblioteca é especializada em cultura popular e além de livros, conta com material em áudio, vídeo e fotos, com um total de quase 5.000 documentos relacionados ao folclore e à cultura popular. Este acervo também pode ser pesquisado pela internet.

 

Para empréstimos de livros e outros documentos do acervo, o interessado deve se cadastrar pessoalmente ou por e-mail (bibliotecadomuseu@gmail.com), informando nome completo, e-mail e telefone; além de apresentar (ou anexar) RG ou CNH e comprovante de residência.


Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo que funciona no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

quinta-feira, 7 de março de 2024

Museu do Folclore destaca em evento a presença feminina na literatura folclórica

A bibliotecária Cíntia Soares (à direita) e 
a estagiária Maria Lúcia de Sousa Cortez 

Homenagear e destacar a presença feminina na literatura folclórica, é o foco da programação que o Museu do Folclore de São José dos Campos realizará a partir desta sexta-feira (8) e até o dia 28 de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

A atividade, intitulada Mulheres no Folclore – A presença feminina na literatura folclórica, é coordenada pela biblioteca do museu, especializada em cultura popular. O espaço leva o nome da folclorista Maria Amália Corrêa Giffoni.

A programação prevê várias ações, como exposição de livros e frases de autoras selecionadas na biblioteca, dicas de leitura pelas redes sociais do museu e uma tarde de bate-papo com algumas autoras, no dia 23 (sábado), das 14h30 às 16h30, na Sala das Panelas.

Já estão confirmadas para o bate-papo as folcloristas Angela Savastano (foto abaixo), Lilian Vogel e Darcy Breves e a professora e escritora Sonia Gabriel. Para participar não é necessário se inscrever, apenas comparecer no local.

Obras selecionadas

Do acervo da biblioteca, foram selecionadas para a exposição 31 obras de 16 diferentes autoras, entre elas Maria Amália Corrêa Giffoni, Angela Savastano, Cáscia Frade, Ruth Guimarães, Sonia Gabriel, Darcy Breves, Lilian Vogel e Leila Gasperazzo Ignatius Grassi. A seleção dos livros foi feita pela estagiária do museu Maria Lúcia de Sousa Cortez, estudante de História.  

Entre as obras estão Cobras e Crendices (Maria do Rosário de Souza Tavares), Folclore: teorias-conceito-campo de ação (Niomar de Souza Pereira), Antologia do Folclore Cubatense (Luzia Maltez da Guarda) e O folclore na vivência atual de Açu, Marreca e Quixaba (Maria Rita da Silva Lubatti).

Primeiras doações

“A idealização do Museu do Folclore, a criação da biblioteca e as primeiras doações para seu acervo partiram de quatro entusiastas do folclore: Angela Savastano, Helena Weiss, Yollanda Borghoff e Maria Amália Corrêa Giffoni”, ressalta Cíntia Soares, bibliotecária do museu, ao justificar o tema escolhido.

Cíntia lembra que a Coleção Cadernos de Folclore, produzida pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular) e Fundação Cultural Cassiano Ricardo, desde 1987, também tem uma forte presença de mulheres autoras.

Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que funciona no Parque da Cidade desde 1997. A gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos com sede em São José.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354

www.museudofolclore.org 

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Museu do Folclore estimula leitura durante Semana Nacional da Biblioteca, de 23 a 29

Acervo da biblioteca tem vários livros sobre o Saci

Por ocasião da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, instituída por decreto federal em 1980 e comemorada de 23 a 29 de outubro, o Museu do Folclore de São José dos Campos realizará uma ação de estímulo à leitura e de divulgação da sua biblioteca, instalada em prédio anexo ao da exposição e especializada em cultura popular.

De terça a sexta, das 9h às 17h, os visitantes terão à sua disposição, na varanda do museu, um ambiente de leitura com mesa, cadeiras e alguns exemplares do acervo da biblioteca. Também serão distribuídos folhetos informativos sobre o espaço e livros do projeto Coleção Cadernos de Folclore.

 

Além disso, durante toda a semana, o museu também dará dicas de leitura, pelas redes sociais, dos vários títulos que possui na biblioteca sobre o Saci, personagem do folclore brasileiro. No Estado de São Paulo, uma lei de 2004 instituiu o Dia do Saci, em 31 de outubro.  


Criação e modernização

A biblioteca do museu foi criada pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular) em 1999 e leva o nome da professora, folclorista, pesquisadora e escritora Maria Amália Corrêa Giffoni (falecida em 1994). A folclorista fez doação de todo seu acervo particular ao espaço.

Antes dela, as folcloristas Angela Savastano e Helena Weiss (já falecida) também já haviam feito doações de vários livros à biblioteca. Hoje, o espaço tem um acervo total de 4.210 itens, entre livros (2.244), DVDs (511), CDs (435), entre outros.

Em 2019, este acervo, o mobiliário e equipamentos de informática da biblioteca passaram por uma modernização, viabilizada com recursos do Proac (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual.

O empréstimo de livros e outros itens pode ser feito pessoalmente, mediante cadastro. O acervo pode ser consultado pelo site do museu, no item Biblioteca (Pesquisar Acervo) do menu. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail bibliotecadomuseu@gmail.com.

Gestão

 

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, localizado no Parque da Cidade, em Santana, região norte. Sua gestão é feita pelo CECP, organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 ou (12) 3924-7354

www.museudofolclore.org

terça-feira, 13 de setembro de 2022

CECP participa da Flim 2022 a partir desta quinta e dá visibilidade à biblioteca do museu

Biblioteca do museu recebeu nome de folclorista e professora
Foto: Renata Sparapan

A Biblioteca Maria Amália Côrrea Giffoni, do Museu do Folclore de São José dos Campos, é uma das atrações da oitava edição da Flim (Festa Literomusical), que acontece a partir desta quinta-feira (15) e vai até domingo (18), no Parque Vicentina Aranha.

Especializada em cultura popular, a biblioteca estará em destaque no espaço destinado ao CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, responsável pela gestão do Museu do Folclore.

No local, serão distribuídos livros dos projetos Coleção Cadernos de Folclore, desenvolvido pelo museu, e do Ecomuseu dos Campos de São José desenvolvido em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Socioambiental, e com apoio da Prefeitura.

Primeira vez

O Museu do Folclore participou da Flim, pela primeira vez, em 2019, quando deu visibilidade para sua brinquedoteca no espaço Quintal das Letras, criado para ser uma das atrações do evento naquele ano. Durante dois dias, a brincadeira foi o foco das atividades organizadas pelo museu.

Na mesma edição, a folclorista do museu, Angela Savastano, também foi homenageada. Ela participou da mesa literária que abordou o tema Oralidades, ao lado de Elisa Lucinda (poeta, atriz, professora e cantora), Sonia Gabriel (escritora, pesquisadora e professora), do cordelista Paulo Barja e do ator Odilon Esteves.

Histórico

A biblioteca foi instituída em 1996, quando recebeu sua primeira doação, com livros do acervo da professora e folclorista Maria Amália (já falecida). À época, a doação foi intermediada pelo Museu de Folclore Rossini Tavares Lima, ligado à Associação Brasileira de Folclore, com sede em São Paulo.

 

Posteriormente, o acervo da biblioteca ganhou novos livros, doados pelas folcloristas Angela Savastano e Helena Weiss (já falecida); além de aquisições que passaram a ser feitas pelo CECP.

 

Funcionamento

 

A biblioteca funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h, em prédio anexo ao da exposição do museu e possui um acervo com mais de quatro mil documentos, entre livros, CDs, DVDs, fotos e hemeroteca.

 

Também é possível consultar o acervo da biblioteca de maneira virtual, por meio deste endereço: https://cecp.phlnet.com.br/. Além disso, dois projetos do museu são coordenados pela biblioteca: Ouvindo por Acaso e Folclore em Movimento.


Os empréstimos podem ser feitos mediante cadastro pelo e-mail bibliotecadomuseu@gmail.com com a informações dos seguintes dados: nome completo, e-mail, telefone de contato e documento de identidade (anexar). 

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Museu do Folclore lança e-book neste sábado, no encerramento da 19ª Semana de Museus


O Museu do Folclore de São José dos Campos lança, neste sábado (22), às 16h30, pelo Facebook, um e-book intitulado ‘Além da Mula sem Cabeça’, que visa servir como instrumento de apoio e reflexão para educadores, professores, pais e alunos, na percepção sobre folclore, cultura popular e sua própria cultura. O lançamento encerra a participação do Museu do Folclore na 19ª Semana Nacional de Museus, iniciada no último dia 17.

“A intenção é que a publicação aproxime o Museu do Folclore do cotidiano das escolas e das próprias famílias, principalmente no momento atual de enfrentamento da covid-19, com muitas escolas funcionando em sistema híbrido. Assim, esse material poderá ser um suporte aos interessados”, enfatiza a gestora Francine Maia, que será a mediadora do encontro.

O e-book foi elaborado pelas profissionais Maria Angélica Perez Bellucci, Renata Sparapan e Tiane Tessaroto, que atuam nos setores educativo e de pesquisa do Museu do Folclore. Além delas, o lançamento também contará com a presença do professor de Arte da Prefeitura de São José, Luís Alberto de Souza. A obra estará à disposição no site do museu (www.museudofolclore.org) a partir de sábado.  

Com 47 páginas em formato horizontal, o e-book está dividido em três capítulos com os seguintes títulos: O que é folclore? O Museu do Folclore no cotidiano da escola e O Folclore nas vivências do dia-a-dia. A obra também traz uma introdução, sugestões de leitura, referências bibliográficas e dicas de site, além de permitir o download.   

Fábio Soares faz mediação na exposição
Foto: Paulo Amaral/FCCR

Diálogo

“Queremos aproximar o educador do conceito de folclore como um campo de estudos e, também, da sabedoria que cada ser humano carrega em suas vivências. A limitação do entendimento do termo folclore, apenas como sinônimo de mitos e lendas, não permite explorar a potencialidade que toda a comunidade escolar carrega em suas formas de ver e se expressar no mundo”, afirma Renata Sparapan, pesquisadora e produtora.

A educadora Maria Angélica destaca que público escolar é o visitante mais frequente recebido nas dependências do museu. “Com o e-book criamos a possibilidade de incluir o folclore no dia-a-dia da escola, facilitando o diálogo do educador com seus alunos e contribuindo para que todos possam compreender melhor quem são e o valor da sua própria cultura”.

Tiane Tessaroto, pesquisadora, lembra que o e-book foi criado para manter o diálogo do museu com a escola de uma forma não presencial. “A obra se propõe a incentivar o educador a perceber a diversidade de conteúdos que podem surgir quando conhecemos a realidade cultural de cada aluno e refletimos sobre o que é esse folclore presente em cada pessoa”. 

Gestão

O Museu do Folclore de São José dos Campos é um espaço da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) localizado no Parque da Cidade, em Santana, na região norte. Sua gestão é feita pelo CECP (Cento de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org 

quinta-feira, 25 de março de 2021

Museu do Folclore realiza nesta quarta-feira live para inaugurar nova fase da sua biblioteca

Maria Amália aos 40 anos

“Ela era uma pessoa muito carinhosa e amiga, sempre atenta aos filhos. Participava ativamente da educação e do cotidiano deles. Agiu da mesma forma com os netos, até a adolescência deles. Reconhecia e incentivava os dons naturais de cada um. Das muitas lições que ela nos deixou, uma das maiores e melhores foi a empatia pelo outro”.

As lembranças são do advogado e economista Francisco de Paula Corrêa Carneiro Giffoni, 75 anos, filho da professora, folclorista, pesquisadora e escritora Maria Amália Corrêa Giffoni, falecida em dezembro de 1994, aos 76 anos. Maria Amália dá nome à biblioteca especializada em cultura popular, criada em 1999 e instalada em prédio anexo ao da exposição.

Autora de muitos livros, a maioria sobre danças folclóricas, a escritora será homenageada durante encontro virtual que o Museu do Folclore realizará nesta quinta-feira (25), às 19h, pelo Facebook, com a presença do filho Francisco Giffoni. Nesta mesma data, em 1918, Maria Amália nascia na cidade paulista de Santa Rita do Passa Quatro.

A live também servirá para que representantes do Museu do Folclore falem sobre a nova fase da biblioteca, com destaque para o processo de modernização do seu acervo, mobiliário e equipamentos, viabilizado com recursos do Proac (Programa de Ação Cultural) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual.

Também participarão do bate-papo a folclorista Angela Savastano, uma das responsáveis pela idealização e criação do Museu do Folclore, a gestora do museu, Francine Maia, e a bibliotecária Cintia Soares. A live deverá durar uma hora e será mediada pela pesquisadora Tiane Tessaroto. 

Doação do acervo

A ideia de criar uma biblioteca voltada à cultura popular foi uma das muitas discutidas a partir de 1986 pela então Comissão de Folclore da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, da qual faziam parte, entre outras pessoas, as folcloristas Angela Savastano e Helena Weiss. Elas foram as primeiras a doar boa parte de seus próprios acervos para a futura biblioteca.

Mas, foi em 1999, dois anos depois de o Museu do Folclore iniciar suas atividades no Parque da Cidade, que a biblioteca começou a tomar corpo. Naquele ano, o museu recebeu a doação de todo o acervo particular da escritora Maria Amália, procedimento intermediado, na época, pelo Museu de Folclore Rossini Tavares de Lima, da ABF (Associação Brasileira de Folclore), com sede em São Paulo. 

No documento de doação da ABF, uma frase justificava a decisão: ‘Era uma determinação de Maria Amália Giffoni, anterior ao seu falecimento’. Segundo Francisco Giffoni, já no final da vida, sua mãe comentou o desejo de doar seu acervo aos cuidados de uma instituição que começava a dar seus primeiros passos em São José dos Campos, o Museu do Folclore.

A homenagem

A folclorista Angela Savastano conheceu Maria Amália em São Paulo, quando fez o curso de especialização em folclore, onde ela era uma das professoras. Depois disso, passaram a se corresponder por cartas. “Ela acompanhava os nossos passos de longe e quando veio a São José para participar de um evento realizado pelo Museu do Folclore, ficou admirada com o trabalho que realizávamos aqui. Ela acreditava muito nesse trabalho”, explica Angela.

Quando soube do seu falecimento, Angela Savastano logo pensou em como poderia homenagear a folclorista. O resultado é que a biblioteca do museu passou a se chamar Biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni. Hoje, a biblioteca tem um acervo total de 4.210 itens, entre livros (2.244), DVDs (511), CDs (435), entre outros.

“A mente aberta da minha mãe, Maria Amélia, era visível em sua trajetória profissional. Seu amor pela pesquisa a levou a várias áreas do conhecimento. Além de folclorista, pesquisou também na área de história, danças folclóricas e de salão, danças da corte e tudo que dizia respeito a arte popular”, destaca Francisco Giffoni.

Nova fase

Interior da biblioteca, já com os novos móveis
Foto:
Renata Sparapan

O projeto de modernização do acervo do museu, aprovado em dezembro de 2019, proporcionou uma série de benefícios para a biblioteca, como a produção de 22 vídeos de curta duração sobre diferentes assuntos relacionados à cultura popular da região, resultado da edição de registros audiovisuais de pesquisas realizadas ao longo dos anos.

Esses vídeos se transformaram na série Folclore em Movimento, que vem sendo exibida toda quarta-feira, às 20h, pelo YouTube. “Esses vídeos têm informações e imagens inéditas de pesquisas que só estavam disponíveis ao público na forma bruta. Agora, elas podem ser acessadas pelo site do museu e o vídeo completo continua à disposição na biblioteca, para cópia ou empréstimo”, enfatiza Francine Maia. 

Apesar de o Museu do Folclore estar fechado desde março de 2020, a atividade interna na biblioteca, como em outros setores, não parou. O empréstimo de algum item do acervo, bem como o agendamento para sua retirada na biblioteca, podem ser solicitados pelo e-mail bibliotecadomuseu@gmail.com. E para saber o que está disponível, o interessado pode pesquisar pelo site do próprio museu, nos itens Biblioteca/Pesquisar Acervo.

 

Gestão

 

A Biblioteca Maria Amália Corrêa Giffoni está integrada ao Museu do Folclore e foi criada pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos, responsável pela gestão do Museu do Folclore, mediante termo de colaboração firmado com a FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo).

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org

terça-feira, 16 de março de 2021

Museu do Folclore segue fechado e pretende implantar novas ações virtuais a partir de abril

Técnica em museologia faz limpeza de peças da reserva técnica
Foto: Adenir Britto

Em plena fase emergencial do Plano São Paulo de enfrentamento à pandemia da covid-19, o Museu do Folclore de São José dos Campos completa um ano fechado nesta quinta-feira (18), com todas as atividades presenciais suspensas. Neste período, para contornar a situação, o museu passou a planejar e a executar boa parte de suas ações de maneira virtual.

“Está sendo um período de muito aprendizado, pois antes da pandemia a internet era utilizada muito mais como ferramenta de divulgação, para reforçar nossas atividades junto ao público. Agora, também é o principal instrumento para que este mesmo público possa participar delas, mesmo que virtualmente”, enfatiza a gestora do museu, Francine Maia.

 

Ainda segundo Francine, para abril estão sendo preparadas novas ações virtuais, com a participação de toda a equipe. “Apesar de o museu não poder receber o público, todos os setores continuam funcionando e a intenção é mostrar um pouco de cada um, seja da pesquisa, da museologia ou do educativo, como também da biblioteca e da brinquedoteca”, explica Francine Maia.

 

Redes Sociais

 

O novo material será postado nas páginas do museu no Facebook e Instagram, com periodicidades diferentes. A intenção, também, é ocupar com mais frequência as redes sociais e ampliar o público atingido. Uma das novas postagens, por exemplo, ganhou o nome de ‘Por dentro da Reserva Técnica’, onde se pretende mostrar o que é, para que serve e seu funcionamento.

 

“As ideias são simples, mas de muito conteúdo, e estão sendo produzidas pelos próprios profissionais de cada área, que pretendem utilizar textos, fotos e vídeos para mostrar aquilo que geralmente não está ao alcance do público em visitas presenciais, mas que tem uma grande importância no contexto geral do museu”, enfatiza a gestora Francine Maia.  

 

Live dia 25

 

Com relação à biblioteca, o Museu do Folclore programou para o próximo dia 25 a realização de uma live, quando pretende dar detalhes sobre a modernização do acervo, especializado em cultura popular (com mais de 4.200 itens), e do espaço, que ganhou novo mobiliário e equipamentos de informática.

 

Melhorias que foram possíveis em razão de projeto aprovado junto à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual, por meio do Proac (Programa de Ação Cultural).

 

O momento também será de homenagem à professora, folclorista e escritora Maria Amália Corrêa Giffoni, que dá nome à biblioteca, e que doou todo seu próprio acervo bibliográfico e documental ao museu. Dia 25 é a data do seu nascimento em Santa Rita do Passa Quatro (SP). Ela faleceu em 1994.

 

Gestão

 

O Museu do Folclore foi idealizado em 1986 pela então Comissão de Folclore, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Em 1997 ele passou a funcionar, oficialmente, no Parque da Cidade, em Santana, na região norte. Atualmente, sua gestão é feita pelo Centro de Estudos da Cultura Popular, organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

 

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7318 - www.museudofolclore.org 

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Museu do Folclore volta a disponibilizar consulta ao acervo da biblioteca pela internet

Biblioteca do museu é especializada em cultura popular
O Museu do Folclore de São José dos Campos voltou a disponibilizar as informações de todo o acervo da sua biblioteca, especializada em cultura popular, pela internet. O usuário pode consultar, gratuitamente, títulos de mais de 4 mil documentos catalogados – entre livros, periódicos, CDs, DVDs, discos em vinil de ritmos populares, hemeroteca e trabalhos acadêmicos.

A consulta ao banco de dados é feita pelo site do museu (no menu Biblioteca/Pesquisar Acervo), por um sistema gerencial denominado PHL (Personal Home Library), que também permite ao usuário cadastrado fazer pedidos de reserva ou de renovação de empréstimo de documentos do acervo.

O PHL é um software com gerenciador de documentos e atendimento de bibliotecas. Além da base de dados também tem um sistema de busca de documentos online. A busca pode ser feita por autor, título, assunto ou por outros refinamentos como tipo de documento e ano, por meio do item preferências, ao lado da caixa de busca.

Novidades

“Como a biblioteca está fechada em razão da pandemia, o acesso remoto é muito útil neste momento, tanto para o usuário como para os funcionários do museu”, explica Cíntia Cássia Soares, bibliotecária na unidade. Até mesmo o cadastro de novos usuários, feito pessoalmente, poderá passar a ser realizado pela internet.

Em relação ao empréstimo presencial, o museu estuda a possibilidade de que ele venha a ser feito por agendamento, tão logo o novo mobiliário da biblioteca seja implantado (veja abaixo). O serviço está suspenso temporariamente, em razão das ações de combate ao novo coronavírus.

Modernização

A biblioteca também passa por uma modernização do seu acervo (com aquisição de novos livros e edição de 93 vídeos de registros de manifestações folclóricas), do mobiliário e da sua estrutura de informática, com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual, por meio do Programa de Ação Cultural (Proac).

O projeto aprovado junto à Secretaria de Cultura ainda prevê a implantação de audioguias (em português, inglês e espanhol) e vídeo narrado em Libras sobra a exposição de longa duração do museu, visando facilitar o atendimento de pessoas com deficiência auditiva e visual.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org  

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Conselho Regional de Biblioteconomia da 8ª região certifica biblioteca do Museu do Folclore

Alguns dos livros que fazem parte do acervo da biblioteca
A biblioteca do Museu do Folclore de São José dos Campos, denominada ‘Maria Amália Corrêa Giffoni, passou a ser uma das mais de quatro mil bibliotecas certificadas pelo Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) da 8ª região (São Paulo), a partir deste mês. Especializada em folclore e cultura popular, a biblioteca é mantida pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP) e Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR).

Com a certificação, a biblioteca vê reforçada sua importância para o meio acadêmico local e regional, principalmente como fonte de pesquisa, em razão da sua especialidade e por estar ligada diretamente a um museu da mesma área de atuação. “O fato de a biblioteca do Museu do Folclore estar cadastrada no CRB dá a ela um status mais profissional”, destaca Cíntia Cássia Soares, bibliotecária responsável na unidade.   

O registro da biblioteca junto ao CRB também atende a um aspecto legal, de acordo com a sua Comissão de Fiscalização Profissional. O artigo 29 da Lei Federal 9674/98 dispõe que o exercício da função de bibliotecário é privativo de profissionais formados e inscritos no conselho regional da respectiva jurisdição. O CRB da 8ª região integra o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), que agrega 14 conselhos regionais.

Modernização

A biblioteca também passará por uma modernização do seu acervo, do mobiliário e da sua estrutura de informática, com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual, por meio do Programa de Ação Cultural (Proac). “Entre outras ações, serão adquiridos novos livros e 93 vídeos de registros de manifestações folclóricas serão editados para posterior divulgação na internet”, explica Cíntia Soares.

O acervo da biblioteca conta, hoje, com mais de dois mil livros especializados, hemeroteca, CDs e discos em vinil de ritmos populares, periódicos e vídeos de manifestações folclóricas da região. Entre seus títulos é possível encontrar todas as 25 edições da Coleção Cadernos de Folclore, publicação conjunta do CECP e Fundação Cultural para divulgação de pesquisas na área da cultura popular.

“O projeto aprovado junto à Secretaria de Cultura ainda prevê a implantação de audioguias (em português, inglês e espanhol) e vídeo narrado em Libras sobra a exposição de longa duração do museu, visando facilitar o atendimento de pessoas com deficiência auditiva e visual”, explica a gestora do museu, Francine Maia.

(*) A biblioteca do museu está fechada por tempo indeterminado, em razão da Covid19.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)
(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org  

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Professora aposentada visita o museu com crianças que ela atende na região norte

A professora aposentada (primeira à esquerda) e o grupo visitante
Aos 67 anos, já aposentada da sala de aula, a professora Ana Maria Moreira dos Santos Domingues Gonçalves confessa que o desejo de continuar contribuindo com a educação ainda persiste. Por iniciativa própria, montou nos fundos da sua casa, na Vila Cristina (região norte), uma pequena biblioteca, frequentada por crianças de 6 a 11 anos, duas vezes por semana (às quartas e quintas).

Com ajuda de outros professores voluntários, o grupo estimula a leitura, conta histórias, tira dúvidas sobre matemática, realiza bate-papos e outras atividades culturais. “Nosso objetivo não é dar aulas, mas contribuir para a formação dessas crianças. Muitas são filhos de meus ex-alunos e de famílias carentes, que não têm condições de pagar por um reforço escolar”, explica Ana Maria.

Ana Maria Moreira
Foi com esse espírito de cidadania que a professora aposentada visitou recentemente o Museu do Folclore de São José dos Campos, acompanhada de três pais e nove crianças atendidas na biblioteca. “Eu conheci o museu em uma das minhas caminhadas pelo Parque da Cidade e resolvi levar as crianças para conhecer também. Elas adoraram a visita”, destaca.

Além da exposição de longa duração, o grupo também visitou a biblioteca especializada em cultura popular e se divertiu na brinquedoteca. As visitas em grupo podem ser pré-agendadas no site do Museu do Folclore e realizadas durante a semana, de terça a sexta, das 9h às 17h.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade
(12) 3924-7318 - www.museudofolclore.org 

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Museu do Folclore realiza leitura na biblioteca como parte do atendimento de visitas em grupo

A estagiária Maria Clara conta histórias aos alunos na biblioteca
Eles ainda não sabem ler, mas ficaram atentos aos ‘causos’ que a estagiária Maria Clara Fonseca Russo Naves contou, na manhã desta terça-feira (18), na biblioteca do Museu do Folclore de São José dos Campos. O público, neste caso, era de alunos da EMEI Maria José Guido Brogliato Freire, do Jardim Colonial (região sul).

A atividade de leitura na biblioteca do museu (especializada em cultura popular) passou a integrar o roteiro de visitas em grupo, principalmente de escolas. Ontem, em especial, foram abordadas duas publicações com os alunos de educação infantil da escola visitante: Mentiras Caipiras (Mário Bag) e O que se conta daqui... (Érica Turci e Tatiana Baruel).

Para alunos do ensino fundamental e médio, a dinâmica será outra, mas sempre visando estimular a leitura. “A programação das visitas é discutida previamente com as escolas, ainda no agendamento, o que facilita o trabalho da equipe”, enfatiza a gestora do museu, Francine Maia. 

Alunos também visitaram a brinquedoteca
O grupo visitante desta terça-feira era formado por 16 alunos, dois professores e dez pais. Além desta dinâmica na biblioteca, os alunos também visitaram a exposição permanente, se divertiram na brinquedoteca e participaram de outras atividades propostas pelo setor educativo do museu.


Agendamento

Grupo também tinha professores e pais
As visitas em grupo podem ser pré-agendadas pelo site do museu (www.museudofolclore.org), e acontecem somente de terça a sexta em dois períodos, em horários específicos. As visitas espontâneas podem ser feitas de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h.

O Museu do Folclore, criando pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1987, é gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Santana
(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Museu do Folclore contrata bibliotecário para realizar serviços de consultoria bimestral

Vista interna na biblioteca, que é especializada em cultura popular
Foto:
Adenir Britto
O Museu do Folclore de São José dos Campos contrata bibliotecário para realizar serviços de consultoria, com periodicidade bimestral. Interessados devem enviar currículo para o seguinte e-mail: contato@museudofolclore.org até dia 22 de outubro de 2018. A gestão do Museu do Folclore é feita pelo Centro de Estudos da Cultural Popular (CECP), organização social sem fins lucrativos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Museu do Folclore convida população para participar da campanha ‘Dia de Ler Todo Dia’

Que tal dedicar algumas horas do dia, à sombra de uma árvore, para conhecer, por meio da leitura, um pouco mais sobre o folclore e a cultura popular? Esta é a atividade que o Museu do Folclore de São José dos Campos está propondo para a próxima terça-feira (20), entre 9h e 17h, como parte da campanha ‘Dia de Ler Todo Dia’, de iniciativa da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Barueri, cidade localizada na região oeste da Grande São Paulo.  

Para participar da campanha, os interessados terão à sua disposição, sobre uma mesa no lado externo do Museu do Folclore, vários livros para leitura. As obras fazem parte do acervo da biblioteca do museu, especializada em folclore e cultura popular, com mais de 2.300 itens, entre livros, CDs, DVD, fotos e documentos. Quem desejar, também poderá se associar à biblioteca para fazer o empréstimo de livros ou outro material.

Entre os livros que serão disponibilizados para leitura estão: ‘Barro e Balaio’, de Raul Lody, ‘O Grande Livro do Folclore’, de Carlos Felipe e Maurizio Manzo, e ‘Catira: uma tradição de 450 anos’, editado pela Fundação Cultural de Uberaba. Estarão disponíveis também os infantis: ‘A história de João Forçudo’, de Ricardo Azevedo, ‘Facécias: contos populares divertidos’, de Luís da Câmara Cascudo, ‘Só tenho olhos para você’, de Graça Lima, e ‘O Congo Vem aí!’, de Sérgio Capparelli.

“Durante todo o período também haverá alguém do Museu do Folclore orientando e estimulando as pessoas a conhecerem um pouco mais sobre a cultura popular do município e da região, por meio da literatura especializada que temos em nossa biblioteca”, enfatiza a gestora do Museu do Folclore, Francine Maia.

Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade, Santana. Mais informações: 3924-7318 ou www.museudofolclore.org

terça-feira, 9 de junho de 2015

Exposição e biblioteca do Museu do Folclore mantém trabalhos e informações de Dona Lili

Imagem de Dona Lili tirada do vídeo 
Chuva de Anjos - Figureiros do Vale do Paraíba
O Vale do Paraíba perdeu na madrugada do dia 5 de junho uma importante representante da cultura popular regional. Maria Benedita dos Santos, a Dona Lili, como era mais conhecida, faleceu aos 96 anos de insuficiência respiratória. Além dos filhos, netos e bisnetos, Dona Lili também deixou um legado importante e rico para a nossa cultura popular. Seus ‘saberes’ podem ser identificados nos muitos trabalhos que produziu, a maioria figuras de barro. Sua história pode ser conferida em matérias de jornais, livros, vídeos e está na memória de muita gente.

“Eu conheci a Dona Lili e o seu trabalho na casa dela, quando ainda fazia pequenas casinhas utilizando material de caixa de fósforo e também as figuras de barro, feitas sempre a partir de alguma história real. E quando não havia, ela inventava”, conta Angela Savastano, presidente do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP). “Quando inauguramos o Museu do Folclore de São José dos Campos, em 1997, ainda não tínhamos uma exposição montada, mas em uma das salas fizemos questão de montar um presépio com peças feitas pela Dona Lili”, lembra.

Hoje algumas peças criadas por Dona Lili podem ser apreciadas na exposição de longa duração do Museu do Folclore. Na Sala Festas estão expostas as figuras de um bandeireiro (feita por ela) e de uma procissão (produzida por ela e a família), todas representando a Festa do Divino Espírito Santo.

Um pouco da sua história também está contada no vídeo ‘Chuva de Anjos – Figureirosdo Vale do Paraíba’ (à disposição na exposição, na biblioteca do museu e na internet) e no 22ºvolume da Coleção Cadernos de Folclore (à disposição na biblioteca do museu e na internet). Além destes, na biblioteca do museu também há fotos da Dona Lili e recortes de jornal com matérias sobre ela.

O Museu do Folclore tem gestão do Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), associação social sem fins lucrativos que mantém convênio com a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), que juntamente com a Prefeitura Municipal é responsável pelas realizações desta unidade cultural. 

Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade, Santana. Informações: 3924-7318.