| Seu Armando e Dona Carminha, com a neta Maria Daniela, que ajuda os avós na montagem do presépio no Museu do Folclore |
Este
ano, o presépio está sendo montado pelo casal Armando Cândido de Lima (74 anos)
e Maria do Carmo de Lima (64). Eles moram no bairro Monte Castelo, região
central da cidade, e vieram para São José dos Campos há 46 anos, mesmo tempo
que estão casados. Têm três filhos e três netos. Esta é a primeira vez que eles
montam o presépio do Museu do Folclore.
“Para
nós está sendo um prazer montar o presépio aqui no Parque da Cidade, pois
fazemos isto por devoção e também por tradição”, diz Seu Armando. Ele diz que o
‘desafio’ é diferente, mas não em razão do tamanho, pois o presépio que montam
em sua casa ocupa toda a varanda. “Já estamos acostumados, pois todo ano
montamos um presépio grande e que acaba se estendendo por outros cômodos da
casa”, explica Dona Carminha.
Transmitindo o saber
Dona Carminha conta que aprendeu a montar presépios com seu avô e seu pai na roça, onde
moravam, mas foi após o casamento que veio o estímulo para montar presépios
maiores. “Ele (Seu Armando) me deu uma árvore de Natal quando casamos e isso me
estimulou a termos um belo presépio em casa”. Hoje o presépio do casal já é
conhecido pela vizinhança e se tornou uma tradição no bairro.
“Por
causa do presépio, já recebemos a visita de Folias de Reis, encerramento de
novena e reza do terço”, explica Seu Armando. Ele lembra que por conta disso influenciaram muitas outras famílias que passaram a montar presépios em suas
casas. “Depois que o presépio está montado, sempre tem gente querendo ver, pois
fica muito bonito. Eu espero que também gostem do trabalho que estamos fazendo no
Museu do Folclore”.
| Presépio montado na varanda da casa do Seu Armando e da Dona Carminha |
Manifestações
A
montagem do presépio faz parte do Programa Museu Vivo, realizado pelo Museu do
Folclore todo domingo, das 14h às 17h. No Vale do Paraíba, montar presépios com imagens
de madeira, barro ou plástico, em tamanhos diversos, é um costume observado nas
igrejas e nos lares cristãos, quase sempre por ser uma tradição familiar. O
espírito natalino, nesta época do ano, também pode ser identificado na
decoração das ruas, na troca de presentes, cartões e votos de boas festas.
Serviço: Museu do Folclore da FCCR
– Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade, Santana. Informações: 3924-7318.