O
Museu do Folclore de São José dos Campos realizou no último domingo (1º), ao
mesmo tempo, a abertura da exposição temporária Território de Sonhos e Lembranças e a primeira edição do programa
Museu Vivo do mês de março. Em comum nos dois eventos, a presença da bordadeira
e artista popular Therezinha Mariano Pinheiro, a Dona Thereza da Pousada do
Vale.
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| Chicão da Paçoca utilizando o pilão |
Também
participaram do Museu Vivo o mineiro Antonio Francisco Pereira, o Chicão da
Paçoca, e a dupla de violeiros Minuano e Hawai (Benedito Moreira e José Ramos).
Assim como Therezinha no artesanato, eles também compartilharam seus saberes nas
áreas da culinária e da música, como representantes da cultura popular
regional.
Talento e experiência
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| Os violeiros Minuano e Hawai |
Além
de poder apreciar um dos 44 bordados e 4 desenhos em exposição, o público
conversou com a artista e acompanhou um pouco do seu trabalho no espaço
interativo criado especialmente para isso. A mostra segue aberta até o dia 31
de maio e pode ser visitada, gratuitamente, de terça a sexta, das 9h às 17h, e
aos sábados e domingos, das 14h às 17h.
Os trabalhos são todos muito coloridos e têm
imagens de figuras indígenas (seu pai e sua bisavó eram descendentes de índios),
elementos da natureza e pássaros, lembranças da infância e das histórias que o
pai da artista contava a ela. “Os trabalhos de Therezinha são fruto de seu talento
aliado à sua experiência de vida”, destacou a museóloga Ana Silvia Bloise,
curadora da exposição.
Perfil
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| Therezinha conversa com Ana Silvia |
Therezinha
Mariano, 76 anos, nasceu na área rural de Itapetininga (SP), onde cresceu ao
lado dos pais e dos irmãos. Aos 19 anos casou-se e veio morar em São José dos
Campos, onde formou sua própria família. Há 25 anos mora no bairro Pousada do
Vale, na região leste, na companhia de filhos, netos e nora.
Para
ajudar o pai na lida do gado e outros afazeres na fazenda, Therezinha estudou
até o terceiro ano primário na escola rural, mas isto não a impediu de aprender
a desenhar e, até mesmo, a escrever contos sobre os desenhos que fazia. Segundo
ela, para deixar registrado a memória do que havia conhecido na infância e que
hoje já não se vive mais.
Visitas e Gestão
Durante
a semana, de terça a sexta, as visitas em grupo podem ser feitas e devem ser
pré-agendadas pelo site do Museu do Folclore, que está localizado no Parque da
Cidade, em Santana, região norte. O museu foi criado em 1987 pela Fundação
Cultural Cassiano Ricardo e, atualmente, é gerido pelo Centro de Estudos da
Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com
sede em São José dos Campos.
Museu do Folclore de
SJC
Av.
Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade – Santana
(12)
3924-7318 / 3924-7354 – www.museudofolclore.org



