sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Museu Vivo de domingo (20) tem ‘fazedores’ de brinquedo, pipoca e muita moda de viola

O 'fazedor' José Marcio
O Museu do Folclore da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) volta a dar atenção ao público infantil em sua programação do projeto Museu Vivo, que reúne semanalmente, aos domingos à tarde (entre 14h e 17h), diferentes ‘fazedores’ das áreas de artesanato, culinária e música. As atividades são abertas ao público e realizadas na área externa do museu.

Para este domingo (20) será possível conhecer os ‘saberes’ de José Marcio de Mello, que faz brinquedos em madeira e não usa cola nem prego, tudo é encaixado com muito capricho e precisão. E também, os brinquedos e objetos em latas de alumínio, feitos por Pedro Galvão de Moura (Seu Pedro), como um cata-vento ‘espanta pombo’, que tem na parte superior um gavião, que fica girando e assusta os pombos.

Seu José Marcio nasceu em Cristina (MG) e desde pequeno é fascinado pelo trabalho com a madeira, que começou a fazer inspirado no tio. Apesar de ter passado por diversas atividades profissionais, nunca deixou o artesanato de lado. Na oficina que tem em casa ele faz peças como teares, rocas, barcos, carros de boi, moendas e figuras humanas.

Seu Pedro mostra seus brinquedos de lata
Pedro Galvão de Moura é natural de São Luís do Paraitinga e até os 14 anos viveu na roça. Saiu de lá para Tremembé e depois para São Jose dos Campos, sempre como trabalhador rural. Mais tarde empregou-se como cobrador de ônibus e até se aposentar nunca havia se interessado pelos brinquedos e objetos de lata (totalmente artesanais) que faz atualmente. Aos 71 anos ocupa todo seu tempo fazendo as peças e ensinando o seu saber a quem se interessar.

Dona Sofia vai fazer pipoca
Na culinária, Sofia de Faria Ramos vai fazer pipoca. Em outra oportunidade ela mostrou como faz doce de leite em litro, com uma receita que vem de longe, sendo passada de mãe para filha. Sofia nasceu na roça, em Brasópolis (MG), foi criada em Luminosa (MG) e já fez todo tipo de serviço da casa e de fora, lidando com a criação e as plantações desde que se conhece por gente.

Zé da Viola toca desde os 8 anos de idade
Para animar a tarde o violeiro e joseense Zé da Vila (José Soares da Silva), vai mostrar o que aprendeu sozinho, assim como seu pai, um ‘piraquara’ profissional com carteira de pescador, mas que também tocava nas Folias de Reis, Catiras e Danças de São Gonçalo. Ele começou a tocar aos 8 anos e aos 14 fez dupla com o irmão Edgar, com quem chegou a ter um programa de rádio. Hoje ele já conhece as notas musicais, compõe e dá aulas de viola.

Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade, Santana. Informações: 3924-7318.