Lei
federal tornou obrigatório o ensino da história e cultura
afro-brasileira
e africana nas escolas públicas e particulares
‘Os 10 anos da Lei 10639:
trajetória, conquistas e os seus desafios’, é o tema do seminário que será
realizado nesta terça-feira (19), de manhã e à tarde, no Centro de Formação do
Educador (CEFE) Professora Leny Bevilacqua, região norte da cidade. A lei em questão tornou obrigatório o
ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas,
públicas e particulares, do ensino fundamental ao médio. Com esta lei também
foi instituído no Brasil o Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro).
O seminário tem como objetivo
discutir as questões que envolveram o processo de implementação da lei,
procurando evidenciar seu impacto na organização curricular da educação pública
e no imaginário social brasileiro. O encontro propõe, ainda, uma reflexão sobre
os desafios colocados para efetivação da lei e a questão das religiões de
matrizes africanas em busca de um espaço na história e no currículo oficial.
Além de palestras e debates com
especialistas, o seminário também abre espaço para a exibição do documentário e
lançamento do livro ‘Nkisi na Diáspora: raízes religiosas Bantu no Brasil’, que
destacam as contribuições das religiões de matrizes africanas na constituição
da cultura brasileira, particularmente do Candomblé Angola, e os desafios da implementação
da Lei 10639/03, em seus dez anos de promulgação.
O evento é voltado a educadores,
professores, agentes culturais e interessados, sem necessidade de inscrição
prévia. Estão envolvidos na sua realização a Fundação Cultural Cassiano Ricardo
(FCCR), o Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), o Museu do Folclore e as
secretarias municipais de Educação e da Promoção da Cidadania.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
Das 8h às 10h30
- Mesa de abertura
(autoridades)
- Exibição do
documentário Nkisi na Diáspora
Palestra e Debate:
‘A Lei 10639: janela para outra África’
– com Dr. Acácio Sidnei Almeida Santos, professor da PUC/SP e da FACAMP, membro
do Conselho Deliberativo da Casa das Áfricas.
Palestra e Debate: ‘Candomblé e
Educação: encontros e desencontros’ – com Janaina de Figueiredo,
coordenadora do Ponto de Cultura Acubalin, Mestre pela UNESP, doutoranda em
Antropologia pela PUC/SP nos estudos sobre religiões afro-brasileiras e membro
do Núcleo de Pesquisa Relações Raciais: Memória, Identidade e Imaginário.
Das 14h às 17h
- Exibição do
documentário Nkisi na Diáspora
Palestra e Debate: ‘Desafios interpostos à
implementação da Lei 10639’ – com a Dra. Luciana Alves, graduada em
Pedagogia e Mestre em Educação pela USP; foi professora da rede pública de
ensino, atua como pesquisadora dedicando-se a estudos sobre desigualdades
educacionais, com foco nas desigualdades raciais.
Palestra e Debate: ‘Na escola com os Orixás
– As religiões afro-brasileiras e o ensino de história e cultura
afro-brasileira a partir da Lei 10.639’
– com a Dra. Raquel Batista, graduada em Ciências Sociais ,
Mestre e Doutora em
Antropologia Social pela USP; há 12 anos desenvolve
pesquisa na área de Antropologia das Populações Afro-brasileira e atualmente é
pesquisadora ligada ao Centro de Estudos de Religiosidades Contemporâneas
e das Culturas Negras (CERNe/USP).
Palestra e Debate: ‘’Os inkisis e o sagrado’ –
com Tatá Kajalaci, sacerdote e militante em defesa das religiões de matrizes
africanas desde os anos de 1980.
Ás 16h30
- Lançamento do livro Nkisi na
Diáspora.
Centro de Formação do Educador (CEFE) Professora Leny Bevilacqua: Avenida Olivo Gomes, 250,
Santana. Informações: 3924-7318 (Museu do Folclore).
