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| Programação promete ser agitada com presença de nove 'fazedores' |
Na música estarão reunidos os violeiros
José Caldas Justino (Donizeti Caldas), Laércio Benedito Pereira e Sebastião
Aparecido Ribeiro (Tião Guará), além da dupla Benedito
Moreira e José Ramos (Minuano e Hawai). Para a culinária foram convidadas são
Maria Nanci Silva e Esmênia
Martins Bueno e para o artesanato Maria Aparecida da Silva. E ainda José
Donizetti (Biscuit), para técnicas tradicionais de construção. Confira abaixo o
perfil de cada um deles.
Música
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| Donizeti Caldas |
O violeiro José Caldas Justino (Donizeti Caldas) nasceu na zona rural de
Paraisópolis (MG) e desde pequeno gostava das músicas que escutava nas rádios e
na casa dos vizinhos, sonhando ser cantor um dia. Com 12 anos de idade trocou um
relógio de pulso e dois galos garnizé por um cavaquinho usado, na intenção de
aprender a tocar, mas ficou só na tentativa, porque não havia quem o ensinasse.
Mais tarde, já adulto, José Caldas
trocou o cavaquinho por um violão e passou a estudar sozinho. Mas parou, pois mais
uma vez não conseguiu aprender por conta própria. Com 20 anos veio para São
José dos Campos em busca de melhores oportunidades de trabalho e foi empregado
da GM, onde se aposentou.
Finalmente, aos 52 anos, passou a
fazer um curso de viola com o Ivo Viola e só então realizou o sonho de tocar e
cantar. Hoje participa do Grupo Viola Divina e atende convite de amigos para
tocar em festas e eventos religiosos (católicos).
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| Laércio Pereira |
Laércio
Benedito Pereira
nasceu em Brazópolis (MG) e sempre gostou de música sertaneja, que costumava
escutar nos botecos, nas festas e no rádio. De noite, na roça, o programa era
escutar música, ao vivo ou pelo rádio que o pai havia comprado. Ele também
ouvia nos botecos e na casa de amigos.
Aos 25 anos, apesar de só ter
trabalhado na roça, Laércio mudou-se para São José dos Campos para arrumar
emprego na fábrica e hoje trabalha com reciclagem. Aos 40 anos ganhou uma viola
e resolveu aprender a tocar. Autodidata, foi aprendendo aos poucos e hoje,
vinte anos depois, toca e canta informalmente com amigos e com quem estiver na
roda.
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| Sebastião Ribeiro |
Sebastião
Aparecido Ribeiro (Tião Guará) nasceu em Pedralva (MG) e desde
criança ouvia nas rádios a música sertaneja. A família possuía um rádio à pilha
e em torno dele se reunia todas as noites para escutarem as modas de viola.
Após o serviço militar, Sebastião abandonou a roça e veio para São José dos
Campos onde trabalhou em fábrica. Hoje é aposentado.
Foi só em 1973 que Sebastião Aparecido
decidiu se dedicar à viola. Comprou um instrumento e foi aprendendo sozinho, de
olhar os amigos tocarem. Hoje faz dupla com diversos amigos, se apresentando em
festas e eventos, sempre que é chamado.
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| A dupla de violeiros Minuano e Hawaí |
Os violeiros Benedito
Moreira e José Ramos formam a dupla Minuano e Hawai; e também já
participaram do ‘Museu Vivo’ outras vezes. Eles já tocam juntos há oito anos,
quando se conheceram por acaso. No domingo eles vão mostrar um pouco do talento
musical no que chamam de ‘sertanejo regional’ do Vale do Paraíba.
Culinária
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| Esmênia Bueno |
Esmênia
Martins Bueno nasceu
em Jacareí, onde vive até hoje. Ela vai fazer um arroz doce que aprendeu com
sua mãe, quando ainda era jovem. Na receita ela coloca raspas de casca de
laranja para dar um gosto especial e gema de ovo de galinha caipira para deixar
o doce ainda mais cremoso.
Naquela época não se utilizava leite
condensado, o arroz doce era feito com leite comum. O arroz utilizado para
preparar o doce, conta Esmênia, era plantado e colhido por seu pai, Aníbal
Martini, agricultor que plantava às margens do Rio Paraíba.
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| Maria Luiza |
Maria Luiza da Cruz nasceu na zona rural de São José dos
Campos e ainda hoje mora na periferia da cidade. Com 65 anos, ela conserva o
modo de vida da roça de sua infância, criando galinhas, usando o pilão, o fogão
de lenha, receitas antigas e fazendo todo tipo de artesanato de taquara.
O bolinho caipira que ela faz é uma receita da avó, que ela promete
divulgar para quem for domingo ao ‘Museu Vivo’ experimentar. E já adianta: a
massa da farinha de milho deve ser preparada três dias antes de fritar os
bolinhos. "Dá trabalho, mas fica bom demais, vale à pena".
Artesanato
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| Maria Aparecida |
Maria
Aparecida da Silva (Cidinha)
nasceu em Campos do Jordão e veio para São José dos Campos ainda criança. Foi
agente de saúde e trabalhou no hospital da Vila Industrial. Atualmente está
aposentada e tem um brechó no bairro Campos de São José, bairro onde mora
atualmente.
Entre outras habilidades artesanais, Cidinha
vai mostrar como faz arranjo de flores, utilizando areia colorida. Ela conta
que começou a fazer e a vender os arranjos numa época em que estava passando
por dificuldades financeiras e isto a ajudou a se restabelecer. A princípio ela
fazia com pó de mármore, mas passou a utilizar areia colorida para evitar
problemas com a saúde.
Construção
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| José Donizetti |
José Donizetti (53 anos), mais conhecido como Biscuit, participou
pela primeira vez do ‘Museu Vivo’ mostrando seu conhecimento sobre técnicas
tradicionais de construção. Na oportunidade ele construiu uma parede utilizando
técnica do pau-a-pique, que tem em sua estrutura bambu, barro comum e barro
branco (tabatinga). No domingo ele vai construir uma cobertura de sapê nesta
parede e revesti-la com barro misturado em esterco.
“A construção em barro tem grande durabilidade, desde que
seja mantida ao abrigo da umidade, o que é feito com uma cinta de pedras de
pelo menos 1,5 m, isolando a parede do chão. Além disso é econômica, ecológica
e tem boa estética”, explica José Donizetti. Ele mora no Bairro dos Freitas e
trabalha como construtor, misturando as técnicas tradicionais e as novas.
O Projeto Museu Vivo é organizado pelo Centro de Estudos da
Cultura Popular (CECP), associação social sem fins lucrativos, responsável pela
gestão do Museu do Folclore de São José dos Campos. A realização é da Fundação
Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) e Prefeitura Municipal.
Museu
do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da
Cidade, Santana. Informações: 3924-7318.








