Confira no vídeo um pouco do
conhecimento do sanfoneiro João Cardoso
A diversidade da
cultura popular local volta à cena neste domingo (5), a partir das 14h, no
Museu do Folclore de São José dos Campos, no Parque da Cidade. Em mais uma
edição do Projeto Museu Vivo, estarão reunidos ‘fazedores’ que mostrarão os
seus ‘saberes’ na música, no artesanato e na culinária. A atividade é aberta ao
público e prossegue até às 17h na área externa do museu.
O sanfoneiro João
Cardoso, hoje com 81 anos, é um dos convidados. A sanfona ele comprou quando
tinha 29 anos e conta que aprendeu a tocar ‘de ouvido’. “Eu arranhava uns
acordes sozinho, nunca aprendi com ninguém”. Mais recentemente, já aposentado,
é que resolveu ‘tocar bem tocado’ e teve algumas aulas com Kardec Gonzaga,
reconhecido ‘mestre’ sanfoneiro da cidade.
João Cardoso é natural
de Redenção da Serra (SP), viveu com a família até a idade de 11 anos, quando
seu pai faleceu e ele ganhou o mundo para sustentar a mãe e os dois irmãos
menores. Durante muito tempo trabalhou em fazendas da região, inclusive na de
Olivo Gomes, onde hoje é o Parque da Cidade. Hoje ele mora na Vila Teresinha,
bairro que fica ao lado do parque.
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| Maria do Carmo da Silva |
Na culinária, a
pernambucana Maria do Carmo da Silva, nascida em São José do Egito, vai mostrar
como faz uma iguaria conhecida como ‘bolinho de caco’. “É um bolinho feito de
milho maduro, seco, que é deixado de molho por uma noite. Depois é moído,
misturado com ovo e fermento, para ser fritado em óleo quente”, explica ela.
Maria do Carmo morou
muito tempo na roça e aprendeu a fazer o bolinho com sua avó, que também a
criou. Ela também herdou da avó outros ‘saberes’ culinários, como pamonha,
curau e arroz doce. “Minha avó cozinha até hoje e acha importante que os filhos
e netos aprendam, mas os outros só querem saber de comer”, diz ela.
O conhecedor de
técnicas tradicionais de construção José Donizetti, o conhecido Biscuit, volta
pela terceira vez ao ‘Museu Vivo’, para dar continuidade ao que começou. Agora
ele vai rebocar a parede de pau-a-pique que fez com barro branco, mais
conhecido como ‘tabatinga’ (barro que aparece em subsolos que têm muita água).
“Quando ela seca fica parecendo cal e serve para dar acabamento estético e
selar as trincas pequenas que aparecem depois de passar o barro com esterco”,
explica.
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| José Donizetti vai dar continuidade ao trabalho que começou |
José Donizetti cresceu
na zona rural de São José dos Campos, no Bairro dos Freitas e sua profissão
atual é construtor. Ele mistura as técnicas tradicionais e as novas, dando um
toque particular às suas casas. Ele ressalta
que a construção em barro tem grande durabilidade, desde que seja mantida ao
abrigo da umidade, o que é feito com uma cinta de pedras de pelo menos 1/2 m,
isolando a parede do chão.
O Projeto Museu Vivo é uma realização da Fundação Cultural
Cassiano Ricardo (FCCR) e Prefeitura de São José; e organizado pelo Centro de
Estudos da Cultura Popular (CECP), associação social sem fins lucrativos
responsável pela gestão do Museu do Folclore.
Museu do
Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da
Cidade, Santana. Informações: 3924-7318.

