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| Pai e filho voltam a participar do programa Museu Vivo neste domingo Foto: Fábio Bueno |
O
Museu do Folclore de São José dos Campos recebe neste domingo (28), mais uma
vez, representantes da cultura popular regional, que compartilharão seus
saberes na última edição de abril do programa Museu Vivo. A atividade é aberta
ao público das 14h às 17h e acontece, de forma interativa, nas áreas de artesanato,
culinária e música. No mesmo horário, as exposições, de longa duração e
temporária, do museu estarão abertas para visitação.
Pai
e filho, Pedro Froes, 60 anos, e Rômulo, 31, são artesãos e estão voltando ao
Museu Vivo, depois de já terem participado de uma edição em novembro do ano
passado. Eles fazem, de maneira totalmente artesanal, diferentes peças e
artefatos em couro, como selas para cavalos, arreios, bainhas e cintos. “São
produtos que não encontramos no mercado em um só local”, explica Rômulo.
Eles
já foram criadores de cavalo e, há dez anos, a necessidade por produtos
específicos para os animais, levou Pedro a iniciar o artesanato em couro. Logo
depois, Rômulo aprendeu o ofício do pai e hoje os dois trabalham juntos. Os
cavalos, agora, são só dois e o que restou foram os saberes e a satisfação de
fazer aquilo que gostam; e ainda terem uma renda com a venda dos produtos.
Culinária
e música
Com o cancelamento do Museu Vivo do dia 14, em razão
das chuvas, os representantes da culinária e da música serão os mesmos
convidados para aquele domingo, Nilcéia Aparecida Neves de Melo e o casal Erli
Gomes da Silva, na viola, e sua esposa, Geraldina dos Santos, na cantoria.
Para
a mineira Nilcéia Aparecida, nascida em Barbacena e morando em São José dos
Campos desde os seus cinco anos de idade, a receita que irá fazer não tem um
nome específico, mas uma lembrança especial. “Esta receita (angu, feijão preto
batido, couve e carne) me faz lembrar dos meus pais e avós. Foi com eles que eu
aprendi a fazer e era comum as famílias comerem isso lá na região”, conta
Nilcéia.
Erli
Gomes e Geraldina vão prestigiar o amigo e letrista Homero Cruz, que também é
de Minas Gerais. Eles tocam e cantam música sertaneja de raiz e várias foram
feitas em parceria musical com o amigo, que mora em Guarulhos, mas sempre está
pela região.
Homero
é amante desse gênero musical e sua proximidade com os músicos fez surgir a
vontade de começar a escrever. “Eu nunca pensei em ser letrista, mais isto foi
‘brotando’ espontaneamente. Eu até dou alguma ideia da música, mas a harmonia e
a melodia ficam por conta dos parceiros, como o Erli e a Geraldina”, diz ele.
O Museu do Folclore foi criado pela Fundação
Cultural Cassiano Ricardo em 1987 e, atualmente, e gerido pelo Centro de
Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins
lucrativos, com sede em São José dos Campos.
Museu
do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org
