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| Mestre André (ao centro de camiseta branca) toca o berimbau |
A
capoeira é uma expressão cultural brasileira, que se identifica como arte-marcial, esporte, cultura
popular, dança e música.
Até 1930 foi proibida no Brasil e em 2014, a roda de capoeira foi declarada
patrimônio cultural imaterial da humanidade pela Unesco. Sua difusão se dá de
modo oral e gestual nas ruas e nas academias, bem como nas relações de sociabilidade
e familiaridade, construídas entre mestres e discípulos.
As informações são da
professora, pesquisadora e produtora cultural Daniela Diana e exemplificam
muito bem uma das manifestações culturais que será abordada pelo Museu do
Folclore de São José dos Campos, neste domingo (5), entre 14h e 17h, em mais
uma edição do programa Museu Vivo, realizado semanalmente no Parque da Cidade.
O convidado para demonstrar sua sabedoria sobre a
capoeira é o joseense André Aparecido Silva, 47 anos, mais conhecido como André
Preto ou mestre André. Há quatro anos trabalha a linha da capoeira mais
tradicional (Angola), apesar de ter sido discípulo de mestre Lobão, de uma
linha mais contemporânea (regional).
“O fundamento é Angola,
mas quem manda é o berimbau. O que ele pede a gente faz. Se o jogo é mais
rápido, a gente coloca elementos da regional”, explica mestre André. No bairro
Campos de São José, onde mora, André realiza o projeto independente Capoeira me
Chama, iniciado em 2002. Hoje, desenvolvido em duas escolas públicas da cidade,
de forma gratuita.
Culinária
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| Dulcinéia vai fazer pastelzinho caipira |
Aos 66 anos, a mineira Dulcinéia da Silva possui
muitos saberes e fazeres tradicionais, mas tem um que ela faz questão de
compartilhar, do ‘pastelzinho caipira’ que sua mãe lhe ensinou. “Nós fomos
criados com esse pastel da minha mãe. Mesmo quando meu pai estava vivo, a gente
vendia na feira, lá na porta de casa. Todo domingo a gente vendia”.
A declaração de Dulcinéia está no livro ‘O
Saber e o Fazer no Museu do Folclore’, 22º volume da Coleção
Cadernos de Folclore, publicado em 2012, numa entrevista com sua mãe, Amélia
Oliveira da Silva, na época com 92 anos. Amélia faleceu há quatro anos e Dulcinéia
guarda na lembrança muitas boas recordações.
Artesanato
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| Dona Alzira mostra seu trabalho |
A
paranaense Maria Alzira da Rosa, 67 anos, espera que, dessa vez, a chuva não
atrapalhe sua participação no Museu Vivo. Ela estava agendada para o dia 14 de
abril, mas a chuva insistente que caiu naquele dia impediu que a atividade
fosse realizada. Dona Alzira, como é conhecida, vai mostrar seus saberes na
arte do picote.
Alguns
dos seus trabalhos estão expostos na Sala das Tecnologias no Museu do Folclore.
Eles chamam a atenção dos visitantes pela riqueza dos detalhes. Sua mãe fazia
picotes quando ainda moravam em São José da Boa Vista, norte do Paraná. De lá
veio o seu saber nessa arte.
Alzira
conta que, apesar disso, nunca se interessou em aprender o picote. Ela achava
que sua mãe estava estragando papel. “Se hoje eu faço, é porque eu observava
ela trabalhando com isso”. A sua história também pode ser conferida no 22º
volume da Coleção Cadernos de Folclore.
O
programa Museu Vivo é realizado pelo Museu do Folclore todo domingo à tarde e é
aberto ao público. O Museu do Folclore foi criado pela Fundação Cultural
Cassiano Ricardo em 1987 e, atualmente, é gerido pelo Centro de Estudos da
Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.
Museu
do Folclore de SJC
Av.
Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org


