sexta-feira, 26 de julho de 2019

Museu do Folclore realiza neste domingo (28) última edição do Museu Vivo do mês de julho

Zé da Viola marca presença mais uma vez no Museu Vivo
Foto:
Fábio Bueno
Compartilhar saberes, conhecimentos, sobre a cultura popular regional. Esta é a essência do Museu Vivo, programa realizado pelo Museu do Folclore de São José dos Campos, todo domingo à tarde (das 14h às 17h), no Parque da Cidade, em Santana (região norte). O encontro é aberto ao público e reúne, na área externa do museu, representantes desta sabedoria, nas áreas de artesanato, culinária e música.

Os convidados para este domingo (28) são o violeiro José Soares da Silva (música), mais conhecido como Zé da Viola, Dulcinéia da Silva (culinária) e Cibele Aparecida Granato (artesanato). Os três já participaram de outras edições do Museu Vivo e sabem o quanto a atividade é importante para disseminar a cultura popular.

Dulcinéia vai fazer bolinho caipira
Foto: Fábio Bueno
Zé da Viola, 80 anos, é joseense e seu aprendizado aconteceu naturalmente, pois acompanhava o pai que tocava nos grupos de Folia de Reis, Catira e Dança de São Gonçalo. Com 14 anos de idade criou sua primeira dupla com o irmão Edgar. Foi só aos 16 que aprendeu o nome das notas musicais que tocava na viola. Depois disso, passou a compor as próprias músicas e não parou mais.

A mineira Dulcinéia, 66 anos, dessa vez vai fazer bolinho caipira, iguaria que conheceu quando veio para São José dos Campos, há mais de 40 anos. “Eu trabalhava numa igreja e foi lá, durante uma festa, que conheci o bolinho caipira e aprendi a fazer”, conta Dulcinéia. Diferente de outras receitas, ela não faz o bolinho com a carne crua. “Eu tempero e cozinho a carne antes de fritar o bolinho”.

Cibele gosta de trabalhar com artesanato
Foto: Fábio Bueno
A também joseense Cibele Aparecida Granato, 42 anos, fará flores com meias de seda. Ela conta que, assim como outros objetos que aprendeu a fazer, estes também foram feitos com muita dedicação. “Eu comecei a gostar de artesanato ainda na adolescência e, desde então, procuro aprender sempre alguma coisa nova”, ressalta Cibele. 

Gestão

Além do Museu Vivo, o Museu do Folclore realiza muitos outros projetos e programas durante o ano. Também mantém aberta (de terça a domingo) uma exposição de longa duração, uma biblioteca especializada em cultura popular e uma brinquedoteca de brinquedos populares.

O Museu do Folclore foi criado pela Fundação Cultural em 1987 e, atualmente, é gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org