Na semana em que se comemora o Dia das
Crianças (12), o Museu do Folclore de São José dos Campos preparou uma edição
bem lúdica para a edição do programa Museu Vivo deste domingo (13). A atividade
contará com a presença de palhaços e terá distribuição de pipoca; além de
artesanato em taboa. O programa é aberto ao público e ocorre na área externa do
museu, das 14h às 17h.
O joseense Erik Rodrigues, 34 anos, já foi atleta e técnico de ginástica olímpica.
Ainda como aluno dessa modalidade, teve seu primeiro contato com atividades
circenses, pois seu treinador, à época, também era de circo. Foi nessa época
que ele também conheceu sua esposa, Diane Vieira, filha de Maurício Aparecido
Santos, o palhaço Ioiô. Mais tarde, Diane se tornaria a palhaça Babalu.
A convivência com os
dois acabou resultando na criação do palhaço Pimentinha e, hoje, Erik faz parte
do Grupo Trapalhaços, formado por ele, a esposa e o palhaço Pilim (o francês
Alain Andre Yves Emile Contal), 77 anos, bastante conhecido no meio. “O palhaço
tem alma de criança e em tudo ele vê um motivo para brincar”, diz Erik
Rodrigues. No domingo, o Museu Vivo contará com a dupla Pimentinha e Babalu.
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| Doracy vai fazer pipoca para as crianças |
A pipoca vai ficar
por conta de Doracy Trevisano, 68 anos, natural de Caçapava. Numa outra
oportunidade que participou do Museu Vivo, ela fez uma receita que aprendeu com
sua sogra, chamada por ela de rosquinha de São João, em homenagem ao Dia de São
João. Apesar de ser mais simples, a pipoca também tem sua importância
folclórica, pois o milho é um produto presente em muitas outras receitas da
culinária popular.
Para fechar o grupo, Luis Pereira
dos Santos, 57 anos, vai compartilhar sua sabedoria na utilização artesanal da
taboa para fazer diferentes objetos, como cestas, bolsas e cadeiras. A taboa é
uma planta aquática de fibra durável e resistente, “muito utilizada pelo meu
avô, Manuel dos Santos, para fazer forro de casa, esteira, cadeira e mesa”,
ressalta Luis da Taboa, como é conhecido.
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| Luis da Taboa confecciona banco |
“Meu avô trabalhava totalmente
com a taboa e meu pai o ajudou quando era criança. Depois meu pai retomou o
artesanato com a planta e foi assim que eu aprendi também, olhando ele fazer e
fazendo junto”, diz Luis.
O programa Museu Vivo é realizado
semanalmente pelo Museu do Folclore, reunindo representantes da cultura popular
regional nas áreas do artesanato, da culinária e da música. Criado pela
Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1987, o museu é gerido pelo Centro de
Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins
lucrativos.
Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da
Cidade – Santana
(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org


