segunda-feira, 16 de maio de 2022

Exposição temporária no Museu do Folclore recebe 150 visitantes na abertura, dia 15

A museóloga Mariana Boujadi, curadora da 
exposição, na companhia do marido e do filho

A exposição temporária Mãos que Amparam: Histórias do Parir e do Partejar, aberta pelo Museu do Folclore de São José dos Campos, no último domingo (15), recebeu a visita de 150 pessoas e pode ser apreciada até o dia 15 de setembro. Escolas e grupos interessados em agendar visitas podem ligar para o museu nos telefones (12) 3924-7354 ou (12) 3924-7318.

As visitas espontâneas podem ser feitas de terça a sexta e feriados, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h. A exposição também marca a participação do Museu do Folclore na 20º Semana Nacional de Museus, que acontece de 16 a 22 de maio, com o tema O poder dos museus.

“As parteiras tradicionais são o foco da exposição, que se propõe a desmistificar a figura deste ofício, muitas vezes entendido como sendo de um tempo em que a ciência médica não era acessível. Um saber feminino interpretado como rudimentar e desprovido de um conhecimento profundo”, salienta a museóloga do museu, Mariana Boujad, curadora da exposição. 

Módulos

A exposição está dividida em núcleos que destacam questões relativas a fé, ao conhecimento tradicional e científico do partejar, bem como relatos, em áudio, de parteiras e de parturientes.

Também tem um mapa com identificação de onde atuavam as antigas parteiras de São José, de elementos ligados à religiosidade (figuras de santos), ervas, objetos (garrafadas e maleta) e espaço para que o público possa interagir, relatando seus conhecimentos e experiências a respeito do assunto.

Paralelamente a estas histórias, há outras representações contemporâneas do ofício, as chamadas ‘parteiras urbanas’, que possuem formação institucionalizada, mas que dialogam e bebem na fonte da parteira tradicional, permitindo o protagonismo da mãe no momento do nascimento. 

Perfil

As parteiras tradicionais são mulheres importantes nas comunidades em que moram e atuam. Acompanham a gestação, o parir e o cuidar. São figuras envoltas em mitos e estigmas, chamadas assim em razão dos seus conhecimentos e das visões de mundo que são repassadas, oralmente, de mãe para filha, avó para neta, tia para sobrinha, comadre para vizinha.

Cada parteira possui sua individualidade, suas crenças pessoais e suas regionalidades. Algumas carregam suas maletas com utensílios, plantas, rezas e chás. Todas levam sua experiência, sua fé e suas mãos que amparam o nascer.

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Gestão

O Museu do Folclore é um espaço da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, instalado no Parque da Cidade desde 1997. Sua gestão é feita pelo CECP (Centro de Estudos da Cultura Popular), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, que tem sede em São José dos Campos.

Fotos: Adenir Brito/PMSJC

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade)

(12) 3924-7354 ou (12) 3924-7318