| Francisco de Paula fazendo um 'tipiti' |
Agosto já está terminando, mas no
Museu do Folclore de São José dos Campos as demonstrações sobre a cultura
popular não param. Neste último domingo do mês (31), os ‘fazedores’ José Soares
da Silva (Zé da Viola), Alexandrina Bispo dos Santos e Francisco Rodrigues de
Paula aproveitam o tema do Mês do Folclore deste ano – que celebra a cultura da
mandioca na agricultura popular – e mostram um pouco da sua sabedoria na
música, na culinária e no artesanato.
A atividade é aberta ao público e
faz parte do Programa Museu Vivo, realizado entre 14h e 16h no entorno do Museu
do Folclore, no Parque da Cidade. Além de apreciar a demonstração, a proposta
do programa é que o público possa interagir com os ‘fazedores’, a fim de
conhecer mais sobre os seus ‘saberes’.
O ‘tipiti’
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| A prensa e o 'tipiti' |
No artesanato, o ‘fazedor’
Francisco Rodrigues de Paula, nascido no bairro Buquirinha, em São José , vai mostrar
como se faz um ‘tipiti’ – balaio de taquaruçú (tipo de taquara), herdado por
nós dos indígenas. O utensílio é usado em casas de farinha do Vale do Paraíba para
espremer a massa da mandioca ralada, com ajuda de uma prensa de madeira.
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| Tacho onde a farinha é torrada |
O líquido que escorre pelos vãos
do ‘tipiti’ é secado ao sol e se transforma no polvilho e depois na tapioca. Já
a massa que sobra no interior da peça, também é colocada para secar ou torrar
num tacho, resultando na conhecida farinha de mandioca. No passado, compensava
fazer estes produtos em casa, pois os locais onde podiam ser comprados ficavam
muito distantes.
“Antes de usar o ‘tipiti’ é
preciso deixá-lo de molho na água para que fique flexível e não se quebre
quando prensado. Sua durabilidade é de um ano, se usado uma vez por mês e
guardado na sombra para não ressecar demais”, explica Francisco de Paula.
A tapioca
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| Alexandrina vai fazer tapioca |
Hoje ela faz a tapioca de vez em
quando para os parentes, que a comem com coco ralado e leite condensado. “O segredo da preparação é peneirar a goma da
tapioca antes de colocar na frigideira sem óleo, não muito quente para não
queimar”, informa Alexandrina.
Violeiro
| Zé da Viola aprendeu a tocar sozinho |
Mais tarde aprendeu cifras e
partituras e hoje dá aulas particulares e também na Fundação Cultural Cassiano
Ricardo (FCCR). José Soares foi pedreiro de profissão, mas a partir de 1991
dedicou-se exclusivamente à musica, que ajuda muito no seu sustento financeiro.
O Programa Museu Vivo é
desenvolvido pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) por meio do Museu
do Folclore de São José dos Campos, sob gestão do Centro de Estudos da Cultura
Popular (CECP), que mantém convênio com a entidade.
Fotos: Chico Abelha e Avelino Israel
Vídeo: Chico Abelha
Fotos: Chico Abelha e Avelino Israel
Vídeo: Chico Abelha
Museu do Folclore: Avenida Olivo Gomes, 100, Parque da Cidade,
Santana. Informações: 3924-7318.


